Guerreiros da paz - textos - livro V
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Guerreiros da paz - textos - livro V

Transcrição dos áudios do estudo Guerreiros da paz

Guerreiros da paz - textos - livro V

Como tratar alguém com deficiência física

Vamos conversar em como manter a paz, a felicidade, a harmonia com o mundo quando você tem algum problema físico.

Começamos pelo próprio termo utilizado em relação a estes tipos de pessoas. As pessoas que tem estes problemas, normalmente são chamadas de deficientes. Desculpem, mas não gosto desse termo. Quando se dá um rótulo de deficiente, está transformando uma pessoa em alguém inferior a você. Alguém que tem uma deficiência, a quem falta alguma coisa. Usar este tipo de denominação já é uma ajuda para que essa pessoa acabe perdendo a sua paz, sinta-se inferior.

Também não gosto da outra denominação para estes tipos de pessoas: especiais. Ela não tem nada de especial, é uma pessoa como outra qualquer. Especial dá um sentido de ser melhor que os outros. Por isso digo que é uma hipocrisia se adotar este termo para tratar dessas pessoas. Dá a elas uma conotação de que são melhores, também pode levar a perderem a sua paz, a sofrerem. Sendo tratadas dessa forma, essas pessoas imaginam que serão tratadas de uma forma especial, melhor e não é isto que acontece. Chamam de especial mas tratam como coisa ruim, feia, errada. Muito nem olham para deficientes. Essa diferença entre o nome e a forma de tratar colabora para que a pessoa que tenha o problema físico acabe sofrendo por causa dele.

Agora, se não gosto da palavra especial nem deficiente, qual seria, então, a melhor palavra para tratar das pessoas que tem problema físicos? Eu chamaria de limitação. Limitação física. Aqueles que possuem uma deficiência física não são melhores nem piores do que ninguém: são pessoas como todas as outras, mas que tem uma determinada limitação

Então aqui, vamos tratar destas pessoas que tem algum problema físico de qualquer espécie, como um ser limitado. Nem melhor, nem pior, nem igual nem diferente, mas um ser humano que tem algumas limitações.

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Aceitar as suas limitações

Como um ser que possua alguma limitação pode viver em paz? Tendo a plena consciência das suas limitações sem querer sobrepuja-la. Aceitar a sua limitação e viver dentro dos limites que ela dá. Por exemplo, uma pessoa que não tenha uma perna, não vai querer disputar uma corrida a pé. Ela tem esta limitação, precisa ter esta consciência e não querer extrapolar e não se lamentar por não fazer o que a limitação não permite.

Esta é a única forma de aquele que tem limitações pode viver em paz. Ele precisa trabalhar em si a consciência e aprender a viver dentro das limitações que possui. Estabelecer seus limites de participação na vida societária levando em consideração esses limites.

E é aí que surge o grande problema. A sociedade humana, em nome do seu amor falso e hipócrita, age junto a essa pessoa querendo que seja mais do que pode ser. Querendo que supere barreiras que não possui a capacidade de superar. Elogiando e aplaudindo o que o limitado faz, a sociedade age hipocritamente, pois não deixa de mostrar que pode fazer melhor. Por essa ação, faz a pessoa se sentir aquilo que não é.

Esses são dois aspectos importantes. Quem tem limitação precisa trabalhar em si uma forma de viver que atenda à sua própria limitação e não extrapolar querendo fazer aquilo que não consegue fazer. Quem convive com pessoas que tem limitações, deve agir naturalmente sem ultrapassar aquilo que o outro pode fazer. Sem incentivar que o outro seja aquilo que ele não pode ser.

Este é o caminho para se viver em paz tanto para quem tem a limitação quanto para quem convive com pessoas que tem limitações. Reconhecer a sua nova condição de vida e se relacionar com o mundo, não querendo ser mais do que é.

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A limitação e a encarnação

Tem um detalhe que precisamos falar: as limitações físicas fazem parte do livro da vida. Fazem parte da programação da provação do espírito

Como afetam o relacionamento do ser humano com o mundo, servem de instrumento para a posse, a paixão e o desejo. Aquele que possui limitações físicas é um espírito vivendo determinadas provas tendo um instrumento necessário para as provações solicitadas antes da encarnação.

Isso é muito importante para o espírita ou espiritualista que tem estas limitações. É importante para que não julgue ou acuse ninguém. Se a limitação surgiu por causa de um acidente, não há culpado, não há certo ou errado: o que há é a constituição dos instrumentos necessários para a provação.

Esse á o terceiro aspecto em relação a este tema de limitações físicas: aquele que possui limitações, mas que sabe que já era antes de existir, precisa trabalhar em a compreensão de que ela faz parte do seu mundo de provas e com isso não julgar, criticar ou acusar nada e ninguém como instrumento desta provação.

 São estes quatro aspectos: Não trate como deficiente ou especial, mas como uma pessoa limitada. Aquele que é limitado, respeite seus limites. Aqueles que convivem com os limitados, respeite os limites dele. Já aqueles que são limitados ou convivem com eles, não acusem nada nem ninguém porque aquilo é o necessário para a evolução daquele espírito.

Participante: O Senhor disse que tem pessoas que nem olham para pessoas limitadas, queria saber se olhar ou falar algo também está programado, ou seja isto é um ato também?

O olhar é um ato. Eu não posso falar somente pelo lado interno porque vocês não conseguem compreender, mas todo ato é vivido com uma emoção.

Quando me referi ao não olhar para um limitado, estou falando daqueles que têm nojo, mal-estar, por estar perto de um limitado. Há pessoas que se verem uma pessoa só com um cotoco de pernas, vira as costas. Isto é um ato, mas por dentro viveu uma emoção, viveu algum asco, algum medo, alguma coisa que não gostou e foi sobre isso que falei. São pessoas que deixam estes sentimentos tomar conta de si quando se deparam com um limitado.

Não falei de atos. Aliás, sempre que falo de atos eu estou me referindo a alguma coisa no mundo interno que foi vivida durante àquela ação.

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O político é instrumento da provação do espírito

Participante: gostaria de propor que fosse abordado como tema o conceito político do país. Não estou falando dos atos dos governantes em si, mas em como trabalhar as realidades criadas pelo ego sobre a situação do país.

A sua pergunta, então, não é sobre os atos dos governantes, mas em como conviver em paz com a situação política do país. Antes de falar do tema agora proposto, vou falar um pouco sobre outra pergunta onde uma pessoa disse: ‘você falou que nascer nos Estados Unidos é viver a prova do materialismo’. Qual é a prova então de quem nasce no Brasil?’ Vou fazer isso porque vai facilitar comentar sobre o que foi perguntado.

Todo país, estado, cidade, bairro, vizinhança e casa faz parte do cenário da provação do espírito. Você não nasce no Brasil, e nem o território brasileiro foi criado, por acaso. Não foi por acaso que a fronteira ficou em um determinado ponto e não em outro.

No Universo não há acaso. Tudo que acontece é minimamente previsto e atende a uma função específica. Quando falo em Brasil, Estados Unidos ou Argentina, não estou falando em espaço físico ou solo da pátria amada. Estou falando de um campo para determinadas provas. Não importa o país ou seu tamanho ou se foi desmembrado em outro: cada país, continente ou origem racial traz embutido em si alguns elementos que servem para provação dos espíritos.

Isto tem a ver com a parte física, tal como o clima, chuva, natureza ou falta dela, rios, água, cidade grandes ou pequenas. Tudo isso faz parte do cenário de provações. Mas, existem mais coisas que possuem a mesma função. Chamo essas coisas de “Sistema Humano de Vida”. É o conjunto de hábitos, tradições, formas de agir do povo que habita aquele determinado lugar físico, ou seja, dos espíritos que ali encarnam.

Então o Brasil, como campo de provas, possui determinada geografia, clima, etc., e o seu povo tem uma determinada forma de agir específica para servir a espíritos como campo de provas. Tudo que faz parte do Brasil é dessa forma para que determinados espíritos possam encontrar onde viver as provas escolhidas por eles.

É preciso falar tudo isso, porque quando falamos de governo, estamos falando de pessoas. O presidente de um país é, antes de tudo, uma pessoa que vive dentro de um determinado grupo que possui determinada forma de agir e age daquele jeito para poder gerar um carma para os espíritos que ali vão viver a ilusão de nascer, crescer, casar e morrer.

Não se pode separar uma coisa da outra e esse é o grande problema do espiritualista materialista. Ele separa algumas coisas e se baseia nela para viver coisas humanas e em outras quer viver pelas coisas espirituais. Isto é impossível. Ninguém consegue servir a dois senhores ao mesmo tempo. É preciso escolher um e a partir daí viver toda sua existência pautada naquele caminho.

Quando se fala de política e de políticos no Brasil, o materialista fala de seres humanos e o espiritualista fala de instrumentos de carma, ou seja, espíritos encarnados que vivem e agem de determinada forma para que o país Brasil sirva de berço para espíritos em provações.

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Deixando de sofrer pela situação do país

Compreendido isso, pergunto: para que sofrer com a situação atual política do país? Seja econômica, ecológica ou outro aspecto, por que sofrer? Por que você vai sofrer se o governo rouba ou não faz, se você sabe que o governo é composto de pessoas e que estas pessoas agem de determinada forma para que aqui exista carmas, para que aqui sirva de campo de provação específico para determinados espíritos.

Este é o trabalho que o espiritualista, que deve ser, por definição, um guerreiro de sua própria paz, precisa fazer.

Ser espiritualista é ver a vida a partir de determinados filtros. Ter um filtro na sua visão e compreensão das coisas. Isso é uma coisa que o guerreiro da paz tem que fazer. Precisa filtrar as ideias que a mente cria. Filtrar a compreensão que a mente gera sobre essas ideias. E este filtro é sempre os ensinamentos dos mestres.

Acabei de dizer que as pessoas que compõe o governo, precisam agir de determinada forma para que o carma daqueles que nascem ali exista. Isto vai de encontro ao que Paulo e Cristo falaram: ‘respeite o governante porque ele é escolhido por Deus’. Esse é o filtro que o espiritualista, que por natureza é o guerreiro da sua própria paz, precisa usar para interagir com a política, os políticos e os governos.

 De nada adianta se dizer espiritualista e ainda sonhar que o campo de provas possa ser modificado. Se fosse, quantos milhões de brasileiros, que são espíritos encarnados, que não teriam a oportunidade da elevação espiritual. Que não teriam o seu gênero de provas pedido antes da encarnação atendidos. São estes raciocínios, essa compreensão, esta forma de ver a vida que o guerreiro da paz tem que ter em todos os casos, inclusive nesse.

Os ensinamentos dos Mestres não são estáticos, fechados, herméticos, mas guias que precisam ser usados para uma compreensão da realidade, para combater a realidade gerada pela mente. Se você não os usa para gerar uma nova compreensão sobre a realidade, vai usá-los para que, julgar o outro? Para querer ganhar? Para querer ter os seus desejos satisfeitos? É, porque é só para isso que vocês usam os ensinamentos dos mestres. Falo assim porque não vejo as pessoas, aquelas que acreditam que exista algo em si além da própria matéria, que usem esses ensinamentos com a finalidade de transformar aquilo que está vivendo, de gerar para si uma nova compreensão.

Este é o elemento que o guerreiro da paz usa: o ensinamento dos mestres. Usa para gerar uma nova compreensão que seja pautada na realidade da vida depois da vida e com isso conseguir se libertar da realidade que é gerada pela mente apenas com a intensão de ganhar: o egoísmo.

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Os países e o carma

Participante: Um país que supostamente não tenha tantos problemas políticos, terá outros carmas?

Não é o problema político em si que se trata do carma, mas como ele atinge você. O carma não é o problema político ou a ação do governante, mas como esse acontecimento influencia a sua vida. É aquilo que essa ação lhe faz viver. Por exemplo: se você tem um governante que não cuida da saúde, hospitais que não atendem adequadamente, o seu carma é como isto afeta a sua vida.

O carma de um povo não é só proporcionado pelos governantes, mas também a parte física. A geografia, o clima, a abundância ou falta de um determinado elemento influenciam na vida de cada, bem como a ação das pessoas. Um exemplo: há países que o sistema de estudo é tão rígido, tão exigente, que algumas pessoas que não conseguem alcançar uma boa nota na escola acabam se suicidando. Isso é um carma: um grupo de acontecimentos que serve para causar determinada posição interna.

Não estou falando somente de governantes, mas de viver o resultado do que é um país como um todo. Não estou falando dos atos dos governantes, mas do sofrimento que ele nos traz.

Participante: Quem precisa de carma? Se a raiz etimológica de carma é ação, logo ação ou inação, tanto faz.

Carma não é ação: é a reação a uma ação, que vai ser vivida através de uma ação, que por sua vez irá provocar uma nova reação.

A reação à ação não tem nada a ver com vidas passadas do espírito. O carma não surge como é vulgarmente dito nesse planeta. Por exemplo: se tirei o braço de uma pessoa em uma outra vida, nessa vida vou perder uma mão. O carma não é isto. O Livro dos Espíritos é muito claro quanto a isso.

A vida humana é uma prova, uma encarnação, e os acontecimentos dessa encarnação refletem diretamente na atual posição do espírito no mundo espiritual e não em vidas futuras. Se você é uma pessoa gananciosa, a sua ganância é o carma do espírito. Se o ser humano, a mente, o ego, tem este carma, é porque você, enquanto só espírito, também é ganancioso. É por isso que digo que o carma é a reação à situação atual, do espírito antes da encarnação.

Todo o povo e todo o sistema humano de um país, área, estado, cidade, é gerado de tal forma que atenda a esse carma, ou seja, atenda à atual situação do espírito que ali encarna.

Participante: mas, se o espírito é o todo, ele estaria apenas brincando de agir. Então a prova é para o quê?

O espírito não brinca de agir, age. Só que como ele não tem braço, boca, olho e nem perna, não pode praticar ação humana. Ele só pode exercer a ação espiritual, que é sentir: receber e emitir sentimentos. Amar, de uma forma universal ou de uma forma egoísta. É essa ação que está em prova enquanto a perna anda, o braço mexe ou o olho vê.

Por isso o carma não é a ação da perna, da mão, nem a ideia mental. Tudo o que o humano torna-se consciente chega ao espírito e isso que chega a ele é que é o seu carma. Exposto a essa consciência, o ser universal vai escolher a sua ação: amar universalmente ou egoisticamente.

É isto que está na pergunta 853a de O Livro dos Espíritos quando é dito que, ao escolher suas provas, o espírito cria para si um determinado destino que vai acontecer de qualquer forma. É por causa dessa informação que afirmo que a vida é fatalista. Só que o Espírito da Verdade diz mais: falo isso com relação às coisas físicas, porque com relação às coisas morais o espírito é livre para optar entre o bem ou o mal.

Bem que é Deus, o amor universal. Mal são os sentimentos humanos o amor egoísta.

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O carma e a ação

Participante: sou formada em sociologia. Entrei em uma série crise na minha carreira depois que conheci sua mensagem, pois não faz mais sentido lutar pelas desigualdades e injustiças sociais. Mas depois compreendi que se lutar lutei, se não lutar, não lutei. Não é isso?

Exatamente.

Nunca disse que você não deve lutar pelo fim das desigualdades. Nunca disse que não se deve defender a natureza. O que sempre disse é que essa ação não pode lhe causar sofrimento. Para isso, é preciso viver a ação sem expectativas, sem esperar mudanças. Essa é a diferença entre o que digo e o que vocês compreendem.

Por exemplo: digo que o assassinato e o estupro não têm problema algum, espiritualmente falando. As pessoas entendem que digo que se pode e deve se matar. Não é isso. O que estou dizendo é que ao se deparar com um estupro ou um assassinato você não deve julgar, condenar ou criticar. Essa é a diferença.

Se sua formação lhe faz lutar pelo fim da desigualdade, viva, faça. Até porque não é você quem vai fazer, mas a própria vida, o ego. Só que faça sem expectativas, esperanças, sem achar que vai resolver o problema do desnível social. Porque isso não vai.

O mundo, como vocês conhecem, existe há cerca de 7 mil anos e sempre houve as classes e as desigualdades entre elas. Se até hoje não acabou, você acha que você vai conseguir acabar?

Faça, se a vida fizer, mas tome conta do seu interior para que aquilo que sua vida faz, não lhe tire a paz. Só isso.

Participante: sempre me falaram que deveríamos ter foco na vida. Na minha profissão fiz faculdade, mas nunca tive um foco sobre onde deveria chegar. Se tivesse foco na vida, teria dado certo na profissão? Sou uma pessoa que nunca tive foco e objetivo na vida, no emprego, na profissão... Meu carma é não ter esse foco e por isso achar que esse é o motivo de nada ter dado certo, profissionalmente falando?

Se é isto que você vive, esse é o seu carma.

Nada do que é vivido acontece porque você ou qualquer outra pessoa fez acontecer. Nada é resultante de ação nesta vida, mas sim o carma de quem vivencia o acontecimento.

Você tem a opção de viver condigo do jeito que é, se amando e amando a tudo e a todos, ou viver achando que poderia ser diferente. Achando que se tivesse foco, aconteceria outra coisa ou isso ou aquilo...

Só que se prender a essa possibilidade não lhe leva a lugar nenhum. Você é o que é, aconteceu o que aconteceu e isso não pode ser mudado. A única coisa que pode ser mudado é como interage com o que aconteceu.

Nada poderia ser diferente. Se você hoje é o resultado de tudo que foi, ame aquilo que é hoje e o caminho que teve. Saiba que se lá atrás tivesse mantido o foco, não seria quem é hoje. Seria outra pessoa.

Participante: então, devemos agir conforme nosso entendimento do dia a dia, pois o que importa é o que vamos sentir durante uma prova. Nunca deixar de acreditar nas nossas verdades. Correto?

“Agir conforme nosso entendimento” ... É sua mente que está colocando isso como se você decidisse agir ou não e de que forma. Essa é a grande ilusão da vida.

Você não pode agir desse ou daquele jeito, porque a ação lhe é apresentada. A ação acontece. Ela pode ser vivenciada com o pensamento que diz que você escolheu, mas esse pensamento é apenas para lhe enganar. Ele apenas quer sugerir que escolheu este ou outro caminho.

Você não pode agir desse ou daquele jeito. A ação lhe é apresentada. Imaginando que agiu, seja de que forma foi, vai julgar a ação que aconteceu. Concentre-se apenas em manter-se em paz, harmonia e feliz. Não importa o que aconteceu. Não importa o que você ou o que o outro faça.

Participante: hoje não consigo suportar os sociólogos, pois eles acham que os problemas sociais têm as causas que definem pela ciência e que podem ser resolvidos pelas soluções que apontam. A ciência me parece, nesse momento, negar com seus próprios objetivos a existência de Deus, pois aquele que procura uma causa, uma explicação, nega a ação de Deus. Estamos longe ainda das transformações do novo mundo onde ciência e religião se encontrarão?

A ciência vai sempre negar Deus; toda matéria científica em qualquer segmento vai negar Deus. Mas, não está errada por fazer isso ...

Em O Livro dos Espíritos é dito assim: “a ciência lhe é dada para evolução em todos os campos”. Não é só para evolução material, mas também para a moral. A ciência nega a Deus para ver se apesar dela fazer isso, você também O nega. Se apesar da ciência dizer que ela constrói, continuará vivendo a fé em Deus.

A ciência é um instrumento da provação do espírito, porque ela seria o anticristo.

Participante: Qual é o sentido de não ter sentido?

É você querer ter um sentido.

O problema é como você é? Como você se vê? Como você se coloca na vida? Você se coloca como materialista, como alguém que ainda busca o bem material? Então o seu sentido é alcançar isso. Se você busca um bem espiritual, quer aproveitar a encarnação e promover a sua universalização, você tem um sentido. O problema é quando você quer alcançar uma coisa e se diz outra. Isto vira hipocrisia.

Se você quer alcançar o bem material, louvado seja Deus, entregue-se a esta busca. Vá buscar o seu sucesso, o seu comodismo, as coisas materiais. Mas se você se diz espiritualista e preza o seu outro eu, você precisa entender que meu reino não é deste mundo, como ensinou o Cristo.

Participante: Nós já viemos com a profissão determinada? Devemos viver da nossa profissão, pagar nossas despesas e se não der para isso o que devemos fazer, mudar de profissão ou não adianta, é o carma?

Você não veio só com a profissão determinada. Se você veio com uma marquinha de nascença? Ela já estava predeterminada. Tudo que acontece está predeterminado, então a sua profissão também.

- “Mas não consigo viver com ela...”, não? Já estava predeterminado que não poderia.

- “Mas se eu trocar de emprego? ” Só se tiver predeterminado que você irá trocar.

Quando que você entende que a vida é uma encarnação e que esta serve para uma provação que acontece através dos acontecimentos humanos. Você se preocupa com a provação e não com os acontecimentos e você passa a não querer mais governar o mundo.

Não estou querendo dizer com isso que você não possa querer trocar de emprego ou até que troque de emprego. Trocar ou não trocar, não é importante para você. O que você deve se dedicar é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, que você não faz quando lamenta o salário que tem.

Participante: Com relação à culpa, ultimamente não tenho achado paz na maneira que convivo com o meu próximo, não acho que tenho sido honesta, tenho sido impaciente e julgado a todos. Pode falar sobre isso?

Posso dizer para você. Esteja em paz estando assim. Você precisa se amar do jeito que você é.

Participante: Se meu reino não é deste mundo a minha cruz humana é?

É. A sua cruz humana é deste mundo, pertence às coisas deste mundo.

S ó vive a cruz humana aquele que quer ser humano. Porque quem é espírito sabe que o fogo não fere, a água não molha, nada vai feri-lo. Nem física e nem moralmente. Como ensinou Krishna.

Participante: Quando se faz algo que é condenado moralmente, o que fazer? Já vi que não há forma de se agir diferente. Cheguei à conclusão de que tudo que se faz é aquilo que se deveria fazer. Porém uma voz na cabeça me julga e critica por isso. Como lidar?

Mais do que compreender que não se poderia fazer diferente, você precisa não julgar o que fez.

Ame você do jeito que você é. Ame você do jeito que o mundo acontece.

Parece que as perguntas estão saindo do tema, mas não estão.

Estamos falando de resultado de ações físicas. E estas coisas que vocês sofrem, é o resultado de ação física. Estas coisas que vocês vivem só são sofrimento porque vocês estão neste país, em outro, não seria tratado como sofrimento, não causaria sofrimento

Participante: Este não julgar, seria me perdoar?

Não. Seria amar a você, amar o que você fez. Você agiu ferindo o outro. O que você pode fazer? Nada, já agiu. Como você mesmo diz, não consigo me mudar. Então é preciso amar você.

“Eu feri o outro...”. O que eu posso fazer? Nada. Tem que amar a si, amar o que você fez, amar o que aconteceu. Amar a Deus e a todos, inclusive a você.

Amar a Deus é amar a tudo, porque Deus é tudo e tudo é Deus. E dentro do tudo está aquilo que você faz, o que os outros fazem, bem como, o que o político, o ladrão e todos fazem.

Participante: Como fica este carma nesta situação?

O carma não é pelo você fez, mas pela acusação e pelo julgamento que você fez a você mesmo. Cristo ensinou: Não julgue. E você aceitou o julgamento que a mente criou. É isto que vai gerar o carma e não o que você fez.

Lembre-se que Deus julga cada um pela sua intenção e não pela ação.

Participante: Poderia se dizer então que não existe ferir o outro porque nós cumprimos o carma do outro?

Não existe ferir o outro, mas agir de uma maneira que o outro se sinta ferido. É o outro que aceita o ferimento, não é você que o feriu

Não falei isso tão diretamente antes para não ficar somente na justificativa do ato, mas tem-se que ir além disso. Já se conscientizou que não é ele quem faz, o próximo passo é começar a amar o que é feito por alguém.

Participante: então é só apertar o play e esperar o filme terminar?

Não. Ele já está ligado. A vida não para. Não precisa apartar botão para começar. É só ver o filme que já está passando na sua frente. Já está ligado.

Participante: Eu ouvi o estudo “aquele dia”, onde se fala que quando o tal momento chegar, uma espécie de questionamento mental e observação da mente e questionamento do que ela sugere será feito a todo momento e nós não vamos conseguir parar este processo e que serão as verdadeiras tribulações e terremotos de transição para a regeneração, pode falar sobre isso?

Exatamente o que você falou, aquele dia vai ser marcado pelo questionamento do mundo interno

Participante: Se só existe este filme e o expectador, como age?

O expectador ama ou não ama. O que o expectador faz não aparece no filme e tudo que lhe é consciente está no filme.

Não é uma peça de teatro com atores vivos. É um filme e você, ser humano, é um personagem do filme, não é expectador. O expectador é o espírito.

Participante: Se no futuro este processo será automático, quer dizer que Deus acionará um botão que fará a reforma íntima em nós?

Espere o futuro chegar, não entre nessa. Você está se perdendo. Se ficar preocupada com o que vai acontecer no futuro, você não vive o agora.

Participante: Mas se você tem que aceitar tudo que já foi feito, um pensamento de melhoria é considerado inútil?

Eu não disse que o pensamento de melhoria é inútil, errado..., mas também não é bom e nem certo. É somente um pensamento. E se você se prende ao pensamento de melhoria, você gera um desejo. O problema não é o pensamento, mas a forma como você se relaciona com ele. Se você deseja o que o pensamento traz, este tipo de relação vai te fazer sofre lá na frente. Você vai perder sua paz enquanto não conseguir e pode perder se não conseguir.

Participante: você disse que o expectador ama. O que é este amar? Sinceramente confesso que não sei o que é amar. Consegui em muitas situações criar afirmações que combatem as afirmações da mente e através disso consigo não ver erros em muitas coisas que julgava errado, porém quando me dizem para amar, eu não sei o que é isso.

Que maravilha. Como posso responder a você se você não é o expectador, mas o personagem. Deixe o expectador amar, não se preocupe com isso.

Participante: Na minha profissão muitas vezes tenho que omitir a verdade para as pessoas que estão sob o meu comando e não é fácil. Muitas vezes tenho que avaliar e julgar. Procuro me manter em equilíbrio. É sofrido.

Por que omitir ou mentir informações é sofrível?

Porque você acha isso errado. O sofrimento não é porque você mente ou omite. Mas porque você acha errado fazer isso. O trabalho, então é mudar o que você acha do que faz. É isto que vai lhe dar paz e felicidade não mudar o que você faz. Se você eliminar as razões de achar que isto está errado você vai viver tudo isso sem sofrer, em paz.

Você fala: “no meu trabalho, eu preciso ” e se não fizer você vai ser demitido, não vai ter emprego. Então diga “eu não posso agir de outro jeito, senão quem vai passar fome sou eu...”, você já não vai mais sofrer.

Participante: Seus ensinamentos preencheram certos buracos quando descobrir que além do que eu podia ver, ouvir e sentir existe algo mais, várias questões se apresentaram. Por que outras entidades não falam sob o mesmo ângulo?

Porque cada um tem uma missão, cada um ocupa um papel dentro do mundo de prova dos espíritos. Não são melhores ou piores, nem eu sou melhor o melhor que ninguém. Cada um cumprindo seu papel.

Estamos falando no sofrer pelo que acontece. Sofrer com a realização do carma. Tudo que vocês estão me falando é o carma de vocês. Se você não gosta do que faz, não ama o que faz, acha que poderia ser diferente, tudo isso é o seu carma.

Não é só o governo que faz você sofrer, não é só o governo que gera seu carma. É o dia a dia, os hábitos e costumes e liberdades de um povo. É isto que constitui um plano de provações. O governo, o político, o jogador de futebol, o cantor, o professor são apenas outros elementos. É importante vocês terem esta consciência. Cada um sofre pelo que cada um destes elementos faz. Tudo isto faz parte de uma cultura, hábitos costumes de uma cultura de um povo. E esta cultura é totalmente organizada para atender nos mínimos detalhes às necessidades do espírito.

Por isso todas as perguntas estão dentro do tema, apesar de aparentemente terem fugido.

O que se quer saber não são os atos dos políticos, mas do sofrimento que eles causam. E para ele se libertar do sofrimento precisa-se entender que os políticos são instrumentos carmáticos e quando entender isso passa-se a entender que tudo que acontece em um país é instrumento carmático.

Participante: Como é não se preocupar com o amanhã se nos dias de hoje tudo depende de uma ação nossa?

Tudo depende de uma ação sua. Você acredita nisso, então age em prol do que quer diariamente. E, se você acredita nisso, você consegue tudo que quer... isto é verdade ou é mentira? Ou você consegue de vez em quando e na maioria das vezes, mesmo agindo em prol de alguma coisa, não consegue?

Então, nada depende do que você vai faz. Você pode agir para conseguir um objetivo e pode alcançar ou não. Então, tem muito mais coisas que vão decidir o que vai acontecer do que somente aquilo que você tem que fazer.

Participante: O niilismo também é um desejo?

Niilismo: substantivo masculino

1.redução ao nada; aniquilamento; não existência.

2.ponto de vista que considera que as crenças e os valores tradicionais são infundados e que não há qualquer sentido ou utilidade na existência.

Tudo é um desejo. O desejo do nada. O nada pode acontecer ou pode ser desejado a acontecer. Então se você quer ter um nada ou se você nada quiser ter, é um desejo.

Participante: Nossa vida é aqui, escola, trabalho, pagar aluguel, supermercado, etc...

Sim. A vida do ser humano é aqui. A vida do espírito não. Meu reino não é deste mundo.

Se você ainda acredita que sua vida é aqui, eu lhe dou um conselho: Pare de buscar a elevação espiritual. Porque não se serve a dois senhores ao mesmo tempo.

Participante: Nós somos livres e precisamos viver em paz, viver a vida e não sofrer a vida, não é?

Aliás, Paulo também disse, Cristo veio lhe trazer a verdadeira liberdade. A libertação do ter que ser para ter e ter que ter para ter. A libertação das coisas materiais, do mundo material, para que você possa viver para Deus, em Deus, com Deus.

Participante: Uma vez uma pessoa me falou: aja de acordo com o que você prega. Isto é o mais correto a fazer para ser feliz?

Não sei. Para ser feliz, é preciso ser feliz e não fazer alguma coisa que lhe leve à felicidade. É preciso que você coloque felicidade nas coisas e não que as coisas lhe tragam felicidade. Se você consegue por felicidade ao agir com o que acredita ou a não agir com o que não acredita você será feliz. Agora se você não coloca felicidade em nenhuma ação jamais você será feliz.

Participante: Ter acesso a seus ensinamentos é indício de que teremos algum papel específico neste mundo? Por que temos acesso a estes conhecimentos? Sempre fico me perguntando porque penso sobre coisas, supostas verdades, as quais ninguém tem acesso.

Há uma máxima no espiritismo que diz assim: O primeiro destinatário de uma psicografia é o médium que a fez. Toda mensagem que você recebe, o primeiro destinatário é você. Então esqueça se você vai ter ou não um papel neste mundo. A primeira pessoa que a mensagem quer alcançar é você. O resto, deixa acontecer.

Porque você tem acesso a estes conhecimentos é a mesma questão porque você está vivendo em um país que tem o governo que tem. Porque é seu carma. Antes de qualquer coisa o ensinamento é um carma, uma prova, uma oportunidade para você amar individualmente ou universalmente.

Não estou falando em acreditar em mim, mas amar o ensinamento que recebe, acreditar é outra coisa.

Amar o ensinamento que recebe é não criticar, não julgar, não acusar. Acreditar é dizer: isto é verdade. Você pode que não acredita e não acha certo e tem todo o direito de falar, mas você está amando e não acreditando no que foi dito.

Participante: Nada que não seja eterno não é real, sendo que tudo que morre ou acaba com o tempo não pode nos dar felicidade. Até a própria felicidade como buscamos não é duradoura.

Sim. Umas das clausuras de que uma coisa seja universal, verdade universal, é que ela nunca tenha sofrido mudança. Tenha sido sempre a mesma coisa. Tem mais uma é necessário também que ela seja única para todos. Se alguém discordar de alguma verdade ela não é universalmente verdadeira.

Participante: A reforma é do íntimo, mas a maioria fica na dependência de querer reformar o externo.

Exato. Fica preocupado com o que faz com o outro, como trabalha, com a conta para pagar. Todos se preocupam com o lado de fora, em manter seu nome, pagar em dia as contas, em comer, mas ninguém se ocupa com o interno, com a mudança interna com o amar universalmente ou egoisticamente.

Guerreiros da paz - textos - livro V

Mensagem de fechamento do tema

Todas as perguntas, mesmo as que aparentemente estavam fora do tema, foram para que se compreenda uma coisa.

Vocês estão morando e vivendo em um lugar que possui normas, tradições, enfim, determinados padrões que foram especificamente construídos para vocês. Não importa se falamos de família, bairro, cidade estado, profissão, país... não importa. Todas as características do povo brasileiro são formadas de uma forma que os espíritos que vivem o personagem que nasceu neste país tenham a sua prova.

Cada país tem também este conjunto. Vocês, por conviverem em um país, viverem dentro de um grupo que possui e segue um padrão, imagina que este padrão seja o certo, o normal, o que precisa acontecer. Doce ilusão. O planeta é completamente heterogêneo. Cada grupamento, raça, nacionalidade, regionalidade, possui um modo diferente de ser, de pensar, de ver, de acreditar, de reagir. Isto é algo que vocês precisam ter em mente. Este modo diferente de ser não é o certo nem o errado.

Vou dar um exemplo entre milhares. Aqui quando se fala que o homem tem duas mulheres ele é tratado como pária. É criticado, acusado, xingado. Mas tem países onde não ter duas mulheres é uma infâmia. Quando se tem notícia que alguém em outro país tem duas mulheres, é criticado, é julgado é acusado.

A questão de vocês entenderem que existe um modo de ser, um conjunto de verdades que atende a determinados espíritos precisa lhe levar a compreender que todo padrão ou todo conjunto que leva a uma forma de ser é mais do que certo, é perfeito. É desenhado para atender à necessidade de determinados espíritos.

Mesmo no seu país existe crítica, por exemplo, ao dono de Banco que busca somente o seu lucro individual, mas o banqueiro que não buscar o seu lucro individual será condenado pelos seus iguais, por aqueles que fazem parte do seu grupo.

Se você faz parte do grupo que gostaria de dividir o lucro dos bancos não quer dizer que está certo e os banqueiros estão errado, mas quer dizer que você participa de uma coletividade que tem a prova de sofrer o efeito de não ter dinheiro.

Tudo isto está dentro da pergunta feita: Como não sofrer com a atual situação do país? Já que país é um grupamento de espíritos que vivem provações, como não sofrer com a ação de um conjunto de verdades sob o seu conjunto de verdades?

Foram feitas diversas perguntas diferentes e agora é preciso reunir tudo isso. A pessoa que disse que não gosta de sociólogos, apesar de ser uma, precisa entender que ser sociólogo é participar de um grupo que possui determinado conjunto de verdades e crenças que não certas nem erradas. Pertencem à provação daqueles espíritos.

Se você participa de um grupo, sempre haverá um grupo antagônico. E é justamente a ação do grupo antagônico ao seu grupo é que gera a sua prova ou a interdependência das coisas que o Buda ensina.

A vida é vivida em coletividade. Mas a própria coletividade não pode ser determinada por um aspecto físico, territorial ou pátrio. As coletividades são formadas por afinidade, como explica o Espírito da Verdade. E por isso você participa de diversas comunidades ao longo do dia. Por exemplo, se você vai cedo para o seu trabalho de ônibus, quando você está em casa acordando você participa da coletividade sua família, quando sai à rua, da coletividade pedestre, quando pega sua condução, da coletividade passageiro.

Enquanto está em casa na sua coletividade sua família, existe milhares de coletividades família que pensam diferente da sua. O café da manhã de uma família é diferente da outra e não tem café da manhã certo nem errado.

Enquanto participa da coletividade pedestre, existe a coletividade motorista que tem valores diferentes. E não dá para criticar o motorista que está dirigindo deste ou daquele jeito, que não respeita as leis do trânsito ou outra coisa. Cada um agindo na sua coletividade com seu padrão e provação própria. E a provação própria fazendo e gerando a sua provação.

Quando você está passageiro você está em uma coletividade, mas também tem a coletividade donos dos ônibus. Não adianta criticar que os ônibus não têm manutenção e que não chegam na hora certa ou não passam porque a coletividade donos de ônibus tem outras verdades e objetivos que são diferentes dos seus.

É isso que queria alcançar com esta resposta, porque muito mais que entender que nós participamos de uma coletividade habitantes do Brasil, é entender que o mundo funciona por coletividades que se juntam por afinidades e que nesta afinidade possuem objetivos, verdades, normas diferentes. E você precisa respeitar as diferenças entre as coletividades.

Se você não trabalha pelo respeito ao dono do ônibus querer ganhar mais sem gastar para lhe proporcionar conforto você vai sofrer, não vai ter paz. Se você não respeita o direito de outra coletividade ter um café da manhã diferente do seu, você não vai ter paz, não vai ter felicidade.

É este o trabalho dos guerreiros da paz. É entender que a cada momento ele participa de uma coletividade e esta coletividade tem objetivos e normas próprias que não são melhores ou piores da coletividade que são antagônicas. São apenas grupos que geram as provas dos espíritos.

Acho que deu para reparar a profundidade do tema porque esta é a base do amor universal. Você só vai conseguir amar universalmente quando entender as coletividades, como elas se formam, quem são elas e para que elas servem. Senão você vai continuar criticando determinadas coletividades e vai continuar sofrendo por determinadas ações promovidas por coletividades.

Que fiquem na paz de Deus, que possam lutar pela verdadeira paz, pela verdadeira felicidade.