Aldo Pereira

A cegueira espiritual.

Por Aldo Pereira há 11 meses

Cada espírito possui um conceito diferenciado sobre a mesma percepção, o que determina a individualidade de cada um. Como saber, então, quem está certo ou errado: quem gosta ou quem não gosta do amarelo, por exemplo?

Podemos chamar o conceito de “verdade pessoal” ou aquilo que é verdade só para uma pessoa. Esta “verdade” dificilmente será a mesma “verdade universal” das coisas, pois o espírito na carne possui uma visão muito limitada sobre as coisas e o Universo.

Continuando ainda no nosso exemplo, todas as cores foram criadas por Deus e por esta origem têm que ser perfeitas, pois Ele é a Perfeição Absoluta. Portanto, não pode haver cor “boa” ou “ruim”...

Aplicando este ensinamento para todas as coisas, podemos afirmar que nada pode estar sujeito a um binômio (feio/bonito, alto/baixo, gordo/magro, primeiro/último), porque todas as coisas foram criadas por Deus que, por ser a Justiça Perfeita, não pode premiar ou desmerecer nada.

Estes binômios surgem do ponto de vista de cada um, ou seja, dos conceitos que cada um possui. Imaginemos um valor em dinheiro: qualquer que seja ele será muito para quem tem menos e pouco para quem tem mais.

Assim, não existe um real reconhecimento das coisas que estão sendo percebidas pelo espírito, mas sim um “reconhecimento pessoal” de cada uma delas. O espírito reconhece as coisas da forma que quer, ou seja, de acordo com os conceitos que norteiam seu raciocínio.

Por isto Jesus avisa: “...reconhece o que é visível para ti”. Quando afirma isto, o Mestre nos ensina que o único reconhecimento que podemos ter é a simples constatação da existência da coisa. Os espíritos nada podem reconhecer além disso, pois estão impregnados de conceitos que deturpam a sua visão.

Foi o que Jesus disse ao abordar a cegueira espiritual

Espiritualismo ecumênico universal