Aldo Pereira

A cultura inútil.

Por Aldo Pereira há 4 meses

Alguém aqui já ouviu falar em um tal de Cristo? Alguém aqui reconhece Cristo como Mestre? Então, eu poderia dizer que vocês 

são cristãos, não? Vocês seguem Cristo; é isso? Que bom. Agora, será que seguem mesmo? Vamos ver se sim?

O que é seguir Cristo? O que é ser cristão? Será que ser cristão é carregar uma cruzinha em uma corrente? Acho que não... 

Então, o que é ser cristão? O que é aceitar Cristo como seu Mestre? Alguém saberia me dizer? Viver segundo os ensinamentos de Cristo, sim. Mas, quando viver segundo os ensinamentos desse mestre? O dia inteiro. Isso é ser cristão: seguir os ensinamentos de Cristo o tempo todo. Agora, o que é seguir Cristo? É viver como Ele ensinou a viver. Isso é seguir Cristo. É assim que vivem? Acho que não... Vocês têm momentos de cristãos. Esses momentos são quando vão ao centro na quarta-feira ou a missa no domingo. Este é o horário que têm para Deus. Vocês possuem um horário para seguir Cristo. E no resto do tempo, o que fazem? Não adianta nada se dizer cristão e durante o dia nem lembrar que existe um Cristo. Ou melhor, não lembrar dos ensinamentos, pois de Cristo vocês não esquecem. Toda hora estão pedindo alguma coisa a ele: “me ajuda”, “me protege”, “me salva”. Esquecem o que ele ensinou, mas não se esquecem de pedir. É por isso que tem uma passagem na Bíblia, onde Cristo diz assim: nem todos que chamarem senhor, senhor eu falarei por eles junto ao meu Pai. Por aqueles que exclamam senhor, senhor apenas na hora de sua religiosidade Cristo não vai falar. Esse falar por que está no ensinamento quer dizer que Cristo reconhece que esse foi aprovado, honrou a sua encarnação. Reconhece que esse fez o seu trabalho de elevação.

Realizar o trabalho de uma encarnação requer muito mais do que ter religiosidade. Precisa muito mais do que se dizer cristão, hindu, budista, ou religioso de qualquer outra religião. É preciso muito mais que isso para que se possa honrar os compromissos assumidos antes da encarnação.

Qual é a primeira coisa que você precisa fazer para se dizer cristão? Saber que não é um ser humano que tem experiências espirituais, mas um espírito que tem experiências materiais, que está vivendo uma experiência material. Esse é o ponto de partida. É preciso mudar a forma de se ver. O que é que adianta dizer que é espírita, que acredita em espírito, que sabe que existe encarnação e reencarnação se quando chega na hora H, no dia a dia, vive como qualquer outro ser humano que não acredita?

Todos os mestres foram unânimes em poucos pontos, mas tem um que eles foram: o apego à letra fria. “Ah, eu conheço a Bíblia de cor, os sutras de cor, o Bhagavad Gita”. E daí? O que é que adianta conhecer tudo isso, se não vive o que está escrito lá? Se aquilo para você é apenas um texto escrito bonito que usa para mostrar o quanto é sábio? Ou seja, para se promover junto aos outros.

Espiritualismo ecumênico universal