Milton Fiorillo

A MORTE DE JESUS

Por Milton Fiorillo há 3 anos

Nos momentos que antecederam a crucificação de Jesus, sabedor que era do que lhe deveria acontecer, e da forma como iria acontecer, percebendo a aproximação de Judas lhe falou, "vá amigo, faça logo o que tem que fazer". Daí em diante, todos conhecemos a história em que o beijo denunciou ao contraventor que a justiça procurava.

Este mesmo mestre, que por vezes ensinou que "não devemos julgar para não ser julgado", tem em muitos de seu ditos seguidores, que "malham o Judas" até hoje, acusando-o de traidor, e o culpado pela morte de Jesus na cruz. Engraçado é que são dois pesos e duas medidas. Quando Judas se aproximou com os soldados romanos, Pedro sacou da espada, resolvido a proteger o seu Senhor, ao que Jesus reagiu dizendo, "achas que não tomarei até o último gole do meu cálice?"  Com Simão Pedro, a humanidade foi mais branda, dando-lhe em segmento religioso, o título de fundador e patrono, sendo que ele negou o mestre por três vezes. Mas o ser humanizado, com a sua compaixão e piedade, sentiu as dores de Jesus, considerando que o que Deus teria programado para ele como missão, foi um sacrilégio. Mais uma vez, a humanidade negando a causa primária, a inteligência suprema e esquecendo que se Jesus tivesse morrido de uma doença qualquer, idoso e no fundo de uma cama a humanidade não o lembraria como lembra hoje. Lembra mais da sua morte e "sofrimento", do que dos seus ensinos e exemplos. Penso que foi na morte e crucificação que o mestre manteve seus ensinamentos vivos até hoje, embora mal compreendidos. Jesus foi uma encarnação e espírito não tem nome gente. Não adianta ficar a pedir ajuda a Ele, para livrar-se de provas que o espírito que está ligado a você, pediu. Ele não pode lhe ajudar, pode sim lhe servir de mestre, modelo e guia e, só vivendo como ele viveu chegaremos a Deus e a bem-aventurança prometida por Ele.

A crucificação de Jesus Cristo foi o apogeu de uma missão entregue por Deus, e cumprida com perfeição. "Achas que não tomarei até o último gole do meu cálice?"

Espiritualismo Ecumênico Universal