Aldo Pereira

“amam a árvore, odeiam seu fruto”

Por Aldo Pereira há 3 meses

Quando um conhecimento é transmitido pelos enviados de Deus, deve objetivar sempre a paz espiritual, a felicidade universal, a prosperidade espiritual e o conforto da elevação espiritual. Para que se consiga isso é necessário que haja uma aspiração espiritual e não material. Aquele que realmente deseja a elevação espiritual deve compreender que esta vida é apenas uma ilusão e que as coisas materiais estão aqui para serem compreendidas pela sua essência.

Por isto muitas vezes o ensinamento (ato decorrente do conhecimento) tem que trazer renúncias a valores materiais. Só com a renúncia a estas coisas o espírito pode compreender a essência das coisas que acontecem e reagir dentro das leis de Deus. Para alcançar o conhecimento trazido por Jesus e pelos outros enviados é necessário que o espírito renuncie ao “eu”, ou seja, ao ser humano. É preciso que sacrifique o seu “querer” em prol do “querer” coletivo (de Deus).

Aqueles que vivem dentro dos preceitos de uma determinada religião, normalmente o fazem porque acreditam que só eles estão certos. Ao agirem dessa maneira, estão contrariando o ensinamento de todas as religiões que afirmam que todos são iguais e o que fazem é amar o conhecimento, mas rejeitar o ensinamento.

Um conhecimento não pode ser aplicado apenas onde o ser humano acha conveniente, mas tem que regular todas as coisas do universo. Todos os enviados de Deus trouxeram verdades universais e para que um ensinamento seja uma verdade ele precisa ter duas características: ser universal e eterno. Por universal temos que entender que se trata de uma verdade que se aplica a todas as pessoas e coisas. Portanto, se todos são iguais, não pode existir religião “certa” ou “errada”. Para se amar uma religião devemos, necessariamente, ter a consciência de que as pessoas podem ter qualquer religião, a que mais se adapte a elas, sem críticas aos que professam outras doutrinas. Amar o ensinamento é ter um ato condizente com ele em tudo. As verdades universais também têm que ser eternas, ou seja, nunca se alteram. Quando qualquer pessoa é acusada, o espírito se transforma em “ser humano”, aquele que “ama a árvore, mas rejeita o seu fruto”. Quando gostamos de uma árvore devemos saborear o seu fruto com prazer, ou seja, quando amamos o conhecimento transmitido pelos enviados de Deus, é necessário abrirmos mão do “querer” e do “achar” para conseguir colocar esse ensinamento em prática!

Espiritualismo ecumênico universal