Aldo Pereira

Os conceitos e o julgamento.

Por Aldo Pereira há 3 semanas

O Mestre nos ensina de diversas formas que devemos abrir mão dos nossos conceitos para eliminarmos a fonte dos julgamentos que emitimos sobre tudo.

Quando os conceitos acabarem, acabarão também o bem e mal, o certo e o errado, o bonito e o feio, tornando todas as coisas iguais. Neste momento iremos compartilhar da coletividade universal e encontraremos o amor universal, que traz a felicidade plena. Entretanto, o espírito na carne nem sabe que possui estes conceitos, pois vive a vida regada por eles e nem percebe que estão presentes. É preciso que alguma coisa contrarie o espírito para que ele perceba isso. Ninguém pode afirmar que existe beleza em algo apenas pelos seus parâmetros,mas é necessário que se conheçam os parâmetros dos outros para saber que o belo pode também ser considerado feio. Não adianta um ser humano enclausurar-se com a intenção de acabar com os seus conceitos. Enquanto ele não estiver exposto a outras medidas sobre o mesmo assunto, não reconhecerá que aquela forma de ver é exclusiva sua. Portanto, o ser humano necessita do contato com outros seres humanos para aprender a reconhecer que é movido por verdades individuais e não universais.

A justiça terrestre só consegue avaliar um ser humano quando ele comete um ato, pois não consegue penetrar no seu “pensamento”. Entretanto, Deus, que a tudo vê e conhece, pode avaliar a emissão de sentimentos de um espírito para outro, produzindo os atos necessários para que aqueles sentimentos se materializem, se for do merecimento de quem os receberá. Se não for, Ele o poupará de recebê-los. No entanto, para aquele que emitiu o sentimento, Deus terá que providenciar uma “reparação”. Não devemos imaginar que, apesar do sentimento emitido não se materializar em atos, ele não será captado por Deus.

Espiritualismo ecumênico universal

Obs. Quando você recebe algo que considera negativo e emite um desejo de vingança, mesmo disfarçado do "aqui se faz e aqui se paga", "cuidado com a lei do retorno", pode ser o "julgado" e não quem cometeu o ato. Eu explico. Se quem cometeu o ato, independente do ato cometido, se não teve intenção, não alimentou sentimento de cometer, está "absolvido", perante Deus, mas você, ao receber o ato alimentar sentimento de vingança, mesmo disfarçado, será "culpado", perante. O ato é nada, a intenção tudo, já nos ensina o Espírito da Verdade.