Aldo Pereira

Os valores são outros.

Por Aldo Pereira há 2 meses

O espírito não trata a vida humana pelos mesmos elementos que a razão utiliza para definir o que é vida. A trata com os elementos espirituais, ou seja, a partir dos objetivos da encarnação. Para os espíritos não há ninguém vivo ou morto, mas sim seres que vivem uma encarnação humana ou não.

Essa é a primeira questão que precisamos levantar para nós que dizemos que estamos buscando nos aproximar de Deus: a vida humana é uma encarnação.

A partir desta consciência, descobrimos que para nós, quanto o é para os espíritos, o significado dos acontecimentos não são os mesmos para os seres libertos da materialização e os não libertos. Quem está preso à condição humana como se ela fosse a realidade do universo, a vida é vivida com valores humanos: nascer, crescer, estudar, namorar, casar, trabalhar. Só que os valores que a mente humana vivencia em cada uma dessas situações não existem para os espíritos libertos da materialidade. Eles vivem uma encarnação e nela não há nascimento, crescimento, namoro, casamento estudo ou trabalho profissional. Tudo isso é substituído por outros valores. Portanto, a primeira mudança que o buscador precisa fazer para poder aproveitar a encarnação é substituir a ideia de que está vivo pela de que está encarnado. Você não está vivo, não está vivendo uma vida humana. Você é um espírito e como tal precisa compreender que está vivendo encarnação.

Vocês, como humanizados que são, tratam os acontecimentos como atividades de uma vida, mas os espíritos não tratam esses elementos dessa forma. Para poder se mudar a forma como se vive é importante se atentar à palavra atividade, pois é nela que se reconhece o buscador de Deus e aquele que não só se importa com a vida humana. Isso porque o buscador vive durante uma existência atividades diferente daqueles que simplesmente se contentam em ser humano.

Espiritualismo ecumênico universal