Aldo Pereira

"Quem quiser manter a vida irá perdê-la"

Por Aldo Pereira há 2 semanas

O grão de trigo só terá valor quando for enterrado e morrer, porque aí florescerá. Portanto a morte, o desencarne, não é o momento ruim, de desgraça, mas sim de júbilo para aquele que sabe que era antes de nascer. Que sabe que era um ser universal, que continua universal durante a humanização apesar de estar iludido pelo egoísmo do ego, e que sabe que sempre estará universal.

Mas, para poder entender isso é preciso lembrar-se de outra coisa que cristo ensinou: meu reino não é deste mundo. A partir desta convicção o ser humanizado pode despreocupar-se com o prato de comida, pois sabe que ele não é do seu mundo. Não se preocupará em ganhar um salário melhor, porque o salário não pertence ao mundo dele. Aquele que alcança esta consciência vai se preocupar sim com outro ensinamento de Cristo que afirma que é preciso ter óleo suficiente na lamparina para que quando o noivo chegue possa adentrar no recinto do casamento.

Este é o primeiro aspecto do ensinamento de Cristo que queria falar hoje: você só se conhecerá e só poderá ajudar realmente o próximo depois que estiver morto, fora da carne, livre da consciência dual, da personalidade humana que cria justificativas para a intencionalidade egoísta.

Quem ama a sua vida, vai perdê-la; mas quem não se apega à vida neste mundo vai conservá-la para a vida eterna.

Neste trecho Cristo diz: quem quiser manter sua vida irá perdê-la. Querer manter a vida é trabalhar para ganhar dinheiro, estudar para ter uma projeção social, querer pertencer a grupos para ter amizades... Enfim, viver a vida pelos valores materiais. Quem quiser viver assim, perderá a vida.

Não que irá morrer, desencarnar, mas perderá a vida no que ela é de verdade: uma encarnação, uma oportunidade de elevação espiritual. Portanto, quem quiser viver a vida pelos valores materiais perderá esta oportunidade

Espiritualismo ecumênico universal