Aldo Pereira

Servir ou se servir do próximo?

Por Aldo Pereira há 10 meses

Tudo que se faz, espiritual e materialmente, tem importância nesta e em todas as existências do espírito. Mas, aquilo que é feito sem esperar receber lucro pessoal, mesmo que este seja apenas um muito obrigado ou a satisfação de ter praticado, é muito mais universalizado e, por isso, serve como caminho para a sintonia com o UM. Já aquelas ações materiais ou espirituais que são realizadas objetivando-se algum bem ainda estão presas ao individualismo e, por isso, não servem para a elevação espiritual.

Quem busca servir ao próximo não pode esperar ganhar nada com isso, mas também não pode querer dar nada aos outros, pois isso caracterizará uma intencionalidade. Para os seres humanizados isso é quase impossível, pois sempre que buscam servir ao próximo estabelecem logo uma meta, um objetivo, um para que praticar tal ação. Por exemplo, oram para que o próximo tenha saúde, para que ele arrume um emprego, para que consiga resolver o problema que está lhe agoniando, etc. Ou seja, fazem pelo próximo interessadamente.

O verdadeiro serviço ao próximo, o verdadeiro amar, é aquele que não coloca objetivo algum, que não é forjado em interesse nenhum. Ama o próximo aquele que simplesmente diz ‘Pai, que seja feita a sua vontade assim na Terra como no céu’, não aquele que diz: “Pai, eu quero que aconteça isso ou aquilo para o próximo’.

Amar ao próximo é participar das ações da vida sem anexar a elas nenhum interesse individual, mesmo que, aparentemente, este desejo seja o melhor para o outro. É viver a vida como ela é, sem condicionar a felicidade a qualquer realização.

Espiritualismo ecumênico universal