Aldo Pereira

Um chamamento aos espíritas.

Por Aldo Pereira há 1 semana

Os espíritos conclamados a militar na falange espírita foram os primeiros a serem alertados da necessidade constante da atualização dos ensinamentos recebido e agora também se transformaram em velhos monastérios, em fieis defensores de uma verdade que não é mais atual.

Posso afirmar isso com segurança, pois trabalhei durante algum tempo junto com a falange kardecista nos centros espíritas. Víamos o orgulho destas pessoas em intitularem-se as mais instruídas nas coisas espirituais, portanto imaginando-se as mais elevadas. Sentíamos a sua prepotência em julgarem-se melhores que os seus irmãos de outras religiões uma vez que um micronésimo a mais lhes tinha sido revelado. Nada podíamos fazer na transmissão de informações deste tipo aos irmãos daqueles templos, pois não havia a autorização de Jesus para assim procedermos. O plano espiritual não pode alterar o livre arbítrio dos espíritos encarnados, principalmente quando ele se diz guia ou mentor de outros espíritos. Para isto Jesus deixou os ensinamentos para os professores da lei na Bíblia Sagrada. Mas, como alcançar estes ensinamentos se a própria Bíblia é marginalizada por estes senhores?

Por este motivo, hoje no umbral é grande o número de espíritos que estiveram em sua última encarnação como dirigentes de casas espíritas. Antes nesse local podiam ser vistos em grande número os padres e dirigentes evangélicos, mas hoje os líderes de casas espíritas também abundam neste estado de espírito. Enquanto isso, os trabalhadores de última hora, aqueles que procuram não se enraizar em conhecimentos, mas amar a Deus acima de todas as coisas, cada vez mais encontram a felicidade universal.

Senhores da lei, detentores da verdade, analisem a mudança comportamental do plano espiritual trabalhador da religião espírita. Antes os ensinamentos eram mais técnicos do que doutrinários. Kardec desvendou o desconhecido e as suas relações com o conhecido. André Luís continuou esta obra, mas hoje as transmissões espirituais dos falangeirros desta religião são só doutrinárias. Trazem romances ou mensagens que abordam o cunho doutrinário e não mais o técnico.

Quando se vê uma literatura espírita nova que busca desvendar as técnicas espirituais, o crédito da obra é dado a um encarnado, que apenas interpreta dentro dos seus conceitos as informações já passadas. Não são mais realidades espirituais, mas, me perdoe a palavra, um ‘achômetro’ de encarnados.

Além disso, estas obras nada mais são do que meras repetições de toda interpretação que foi alcançada no século XIX. Ninguém se atreve a acrescentar nem uma vírgula à interpretação dada pelos senhores da lei com medo de serem excomungados da religião.

Kardec nos disse que o avanço da ciência é dado para o desenvolvimento em todos os campos, inclusive o moral. No entanto, todo avanço alcançado durante o século XIX pela ciência não foi capaz de alterar um milímetro da interpretação que foi ensinada pelos senhores da lei do tempo de Kardec.

Por este motivo, a religião espírita, que poderia ser a diretora da mudança espiritual do planeta, não está trabalhando neste momento para este fim. A vinda da alma bendita de Francisco Cândido Xavier para o Brasil foi o primeiro preparativo para esta liderança da religião. No entanto, os senhores da lei espíritas afirmaram que ele era ‘igrejista’ uma vez que defendia uma nova interpretação para os textos do Pentateuco Espírita.

Os senhores do templo espíritas naufragaram quando se preocuparam em decorar os textos legais sem colocá-los em prática.

Apesar de todas estas palavras, não as interpretem os espíritas como uma acusação. Amo os ensinamentos de Kardec e os trabalhadores desta falange. Meu objetivo com este texto é chamar a atenção dos senhores da lei que estão descumprindo os avisos dados pelo próprio Mestre que eles dizem seguir. 

Irmão José. Psicografia

Espiritualismo ecumênico universal