Aldo Pereira

A escolha do espírito.

Por Aldo Pereira há 10 horas

Espírito não escolhe vida. Espírito, antes de encarnar, escolhe gênero de provas. Uma coisa é diferente da outra. O espírito não escolhe acontecimento, não escolhe encarnar com determinado espírito, não escolhe assumir papel de pai ou filho de outro determinado espírito. Ele não escolhe essas coisas. O que ele escolhe é gênero de provas. Então, o espírito escolhe fazer a prova da vaidade, da ganância, da humildade, da soberba. Ele escolhe essas coisas. Ele escolhe o gênero de provação pelo qual passará.

Na pergunta 851, que fala da fatalidade, é dito o seguinte: ao escolher o gênero de provas, o espírito gera para si uma espécie de destino. Por isso afirmo que não é o espírito que escolhe o destino, mas sim o gênero de provas. Mas, como esse gênero de provas se transforma num destino, numa história de vida?

Isso acontece através do senhor dos carmas, Deus. É Deus que recebendo o pedido do gênero de prova dos espíritos, gera histórias de tal forma que aqueles que possuem carmas que sejam análogos se encontrem. É o que Buda chama de interdependência.

Vou dar um exemplo. Um espírito escolhe o gênero de provas para se libertar do ser bagunceiro. Outro espírito escolhe se libertar do gênero de provas de exigir ordem, organização. Os dois espíritos, portanto, escolheram estes gêneros de provas. A partir deste pedido, Deus, o senhor do carma, cria uma história onde esses dois espíritos vão conviver para que um vença a sua bagunça e o outro vença aquilo que ele acredita que é certo, a ordem.

Então, o bagunceiro é o carma de quem tem ordem e este tem como carma a bagunça do bagunceiro. É assim que os dois vivem suas próprias provas e cada um, sob o comando de Deus, contribui para a obra geral, como está na questão 132 de O Livro dos Espíritos.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Pena de morte

Por Aldo Pereira há 1 dia

Trago aos amigos espíritas e espiritualistas, capítulo do Livro dos Espíritos, que deveria ser o norteador de cada um sobre o tema.

Pena de Morte

760. A pena de morte desaparecerá um dia da legislação humana?

— A pena de morte desaparecerá incontestavelmente e sua supressão assinalará um progresso da Humanidade. Quando os homens forem mais esclarecidos, a pena de morte será completamente abolida da Terra. Os homens não terão mais necessidade de ser julgados pelos homens. Falo de uma época que ainda está muito longe de vós.

761. A lei de conservação dá ao homem o direito de preservar a sua própria vida; não aplica ele esse direito quando elimina da sociedade um membro perigoso?

— Há outros meios de se preservar do perigo, sem matar. É necessário, aliás, abrir e não fechar ao criminoso a porta do arrependimento.

762. Se a pena de morte pode ser banida das sociedades civilizadas, não foi uma necessidade em tempos menos adiantados?

— Necessidade não é o termo. O homem sempre julga uma coisa necessária quando não encontra nada melhor. Mas, à medida que se esclarece, vai compreendendo melhor o que é justo ou injusto e repudia os excessos cometidos nos tempos de ignorância, em nome da justiça.

763. A restrição dos casos em que se aplica a pena de morte é um índice do progresso da civilização?

— Podes duvidar disso? Não se revolta o teu Espírito lendo os relatos dos morticínios humanos que antigamente se faziam em nome da justiça efreqüentemente em honra à Divindade; das torturas a que se submetia o condenado e mesmo o acusado, para lhe arrancar, a peso do sofrimento, a confissão de um crime que ele muitas vezes não havia cometido? Pois bem, se tivesses vivido naqueles tempos, acharias tudo natural, e talvez, como juiz, tivesses feito outro tanto. É assim que o que parece justo numa época parecebárbaro em outra. Somente as leis divinas são eternas. As leis humanas modificam-se com o progresso. E se modificarão ainda, até que sejam  colocadas em harmonia com as leis divinas.

764. Jesus disse: “Quem matar pela espada perecerá pela espada”. Essas palavras não representam a consagração da pena de talião? E a morte imposta  ao assassino não é a aplicação dessa pena?

— Tomai tento! Estais equivocados quanto a estas palavras, como sobre muitas outras. A pena de talião é a justiça de Deus; é ele quem a aplica. Todos vós sofreis a cada instante essa pena, porque sois punidos naquilo em pecais, nesta vida ou numa outra. Aquele que fez sofrer o seu semelhante estará numa situação em que sofrerá o mesmo. E este o sentido das palavras de Jesus. Pois não vos disse também: “Perdoai aos vossos inimigos” ? E não vos ensinou a pedir a Deus que perdoe as vossas ofensas da maneira que perdoastes, ou seja,na mesma proporção em que houverdes perdoado?

Compreendei bem isso.

Aldo Pereira

O espírito

Por Aldo Pereira há 4 dias

Segundo o livro dos espíritos.

23. Que é espírito?

— O princípio inteligente do universo.

*Você sabe o que é inteligência?

23 – a)Qual é a sua natureza íntima

— Não é fácil analisar o espírito na vossa linguagem. Para vós, ele NÃO É NADA, porque não é coisa palpável; mas. para nós, é alguma coisa. Ficai sabendo: nenhuma coisa é o nada e o nada não existe.

*Para nós espírito é NADA.

88. Os Espíritos têm uma forma determinada, limitada e constante?

—Aos vossos olhos, não; aos nossos, sim. Eles são, se o quiserdes, uma flama, um clarão ou uma centelha etérea.

*Não conseguimos ver espíritos. Para nós eles não tem forma.

82. É certo dizer que os Espíritos são imateriais?

— Como podemos definir uma coisa, quando não dispomos dos termos de comparação e usamos uma linguagem insuficiente? Um cego de nascença pode definir a luz? Imaterial não é o termo apropriado; incorpóreo, seria mais exalo; pois deves compreender que, sendo uma criação, o Espírito deve ser alguma coisa. É uma matéria quintessenciada, para a qual não dispondes de analogias, e tão eterizada que não pode ser percebida pêlos vossos sentidos.

*Não temos termos para definir "espírito". Eles não são nada do que conhecemos e só podemos definir alguma coisa por conhecimento.

25 – a) Esta união é igualmente necessária para a manifestação do espírito. (Por espírito entendemos aqui o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades designadas por esse nome.)

— É necessária para vós. porque não estais organizados para perceber o espírito sem a matéria; vossos sentidos não foram feitos para isso.

*Nos falta sentido para isso. Conhecemos as suas manifestações ( não todas), mas não o espírito.

*Resumo da ópera. De espírito, não sabemos nada.

Aldo Pereira

Encarnação não é aprendizado.

Por Aldo Pereira há 5 dias

Elas não existem para que o espírito alcance nada, pois já é tudo o que pode ser, mas para que o ser se limpe da poluição adquirida em uma encarnação anterior.

Portanto, a cada nova encarnação o espírito tem a oportunidade de limpar-se da sujeira adquirida com a anterior. Não conseguindo limpar-se totalmente ou ainda adquirindo mais sujeiras, o ser precisa encarnar novamente para fazer esse trabalho. Com isso estabelece a roda das encarnações ou sansara que tanto Krishna quanto Buda, os mestres orientais, afirmam existir. A sansara ou roda de encarnações, portanto, é um processo de limpeza do espírito e não de melhorar a sua pureza. A essência do espírito não se altera com o resultado das encarnações, mas apenas a sua poluição. A partir de tudo isso que lhe falei, posso dizer que o processo encarnatório trata-se de um instrumento para o espírito retornar à grandeza que já é e não se elevar interiormente como vocês acreditam.

Espiritualismo ecumênico universal

*Encarnação existe para o espírito por em prática o que aprendeu. É prova sem consulta. Você não veio para aprender nada na terra, mas para desapegar daquilo que é terreno. Cristo ensina:

"Acumulei tesouros no céu".

Aldo Pereira

O Homem No Mundo

Por Aldo Pereira há 6 dias

Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob o olhar do Senhor, implorando a assistência dos Bons Espíritos. Purificai, portanto, os vossos corações. Não deixeis que pensamentos fúteis ou mundanos os perturbem. Elevai o  vosso espírito para aqueles a quem chamais, a fim de que eles possam, encontrando em vós as disposições favoráveis, lançar em profusão as sementes que devem germinar os vossos corações, para neles produzir os frutos da caridade e da justiça.

Não penseis, porém, que aos vos exortar incessantemente à prece e à evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística, que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar.

Fostes chamados ao contato de espíritos de naturezas diversas, de caracteres antagônicos: não melindreis a nenhum daqueles com quem vos encontrardes. Estai sempre alegres e contentes, mas com a alegria de uma boa consciência e a ventura do herdeiro do céu, que conta os dias que o aproximam de sua herança.

UM ESPÍRITO PROTETOR

Bordeaux, 1863.

O evangelho segundo o espiritismo

Aldo Pereira

Tudo está em você.

Por Aldo Pereira há 1 semana

 “cada um possui em si o princípio da felicidade ou da sua desgraça” ( espírito da verdade).

Ou seja, o umbral e as cidades espirituais não estão no universo, mas dentro de cada um. Tanto o gozo das penas quanto das glórias são vividos apenas no interior de cada um. Aliás, essa informação corresponde exatamente a um ensinamento de Cristo através do evangelho apócrifo de Tomé:

“003. Jesus disse: Se aqueles que vos guiam vos disserem: vê, o Reino está no céu, então os pássaros vos precederão. Se vos disserem: ele está no mar, então os peixes vos precederão. Mas o reino está dentro de vós e está fora de vós. Se vos reconhecerdes, então sereis reconhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas se vos não reconhecerdes, então estareis na pobreza, sereis a pobreza.”

O umbral e as cidades espirituais estão dentro de cada um, são apenas ideias racionais. Afirmo isso porque dentro do espírito, de sua consciência, o que está presente no momento em que está humanizado são as ideias geradas pela personalidade humana que está vivenciando e não a verdade, o conhecimento da realidade real.

Por isso digo que acreditar que para o espírito existe tanto o umbral quanto as cidades espirituais é querer criar um padrão humano para algo que é espiritual. Trata-se de alguém movido pela realidade ilusória, humana, que projeta estas concepções para o universo espiritual.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Espiritual

Por Aldo Pereira há 1 semana

Quer dizer que não existe umbral, cidade espiritual, aerobuss e violetas na janela no mundo espiritual?

Não, não existe.

Mas o que existe no mundo espiritual?

Tudo que você acredita que existe.

Mas eu acredito em cidade espiritual, então existe?

Sim, mas no seu mundo mental e continuará existindo até você se desligar da mente humana. 

Mas verdadeiramente, o que existe no espiritual?

Tudo aquilo que não é possível explicar, pois você relacionará ao mundo humano. 

Livro dos Espíritos

Sobre Espírito 23 – a)Qual é a sua natureza íntima?

— Não é fácil analisar o espírito na vossa linguagem. PARA VÓS, ELE NÃO É NADA, porque não é coisa palpável; mas. para nós, é alguma coisa. Ficai sabendo: nenhuma coisa é o nada e o nada não existe.

Aldo Pereira

Quem vive igual terá igual fim.

Por Aldo Pereira há 1 semana

O umbral, portanto, é uma ideia humana, mas não só ele. Quando se fala em entendimento do que é espiritual, tudo o que é concebido pela mente humana também o é. As obsessões, por exemplo, também são criações de lógicas humanas e não realidades universais. Um espírito não obseda o outro, ou seja, não se junta a outro para conduzi-lo à desgraça.

“... os espíritos se juntam por afinidade”.

Por isso, para que a obsessão, como vocês conhecem, exista, é preciso que os dois comunguem da mesma coisa. Se um deles não comungar, jamais estarão próximos. Sendo assim, jamais haverá um obsedando o outro.

Por causa disso afirmo: não há um espírito que consiga obsedar outro se não houver afinidade de ideias. Se isso é real, ninguém pode obsedar quem quiser.

Por isso, dentro dessa conversa que estamos abordando o valor das coisas espirituais para os seres humanizados, afirmo que precisam libertar-se de todas as ideias que têm até hoje sobre o universo espiritual. Oriento-lhes que não sejam como os seres humanos que acreditam na ideia da existência do umbral ou das cidades espirituais e tantas outras criações humanas para o mundo dos espíritos.

Quem vive do mesmo jeito que alguém terá o mesmo fim. Se não viver diferente, não conseguirá resultado diferente.

Libertem-se da ideia da existência de um mundo espiritual onde haja ônibus espacial, casas, ruas, flores. Não acredite nisso, porque você é espiritualista, ou seja, vive para as coisas do mundo de lá e estes elementos são do mundo de cá, fazem parte das atividades humanas. A humanidade, o ser humano, se fosse fiel ao que diz acreditar, deveria simplesmente dizer: ‘não posso saber nada sobre a outra vida’. O ser humano não pode saber como o espírito evolui, quem é, como age, onde mora ou como se comunica no Universo, pois como se diz espírita ou espiritualista acredita em O Livro dos Espíritos e lá está escrito que o ser espiritual para os humanos é um nada. Ter essa consciência demonstraria a fidelidade ao que afirma acreditar. Como não existe a fidelidade, afirma acreditar em O Livro dos Espíritos e ao mesmo tempo na existência do umbral ou das cidades espirituais.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

"Isso é até ridículo"

Por Aldo Pereira há 1 semana

Se Cristo, Espírito da Verdade, Buda, Krishna e Maomé foram unânimes em dizer que nada acontece sem que o Pai faça acontecer, como alguém, que não está investido da missão de trazer ensinamentos, mas sim da missão de ser o gerador do carma dos outros, pode contestar essa informação?

Esse é o grande aspecto. Os mestres, aqueles que tinham a missão de trazer os ensinamentos que devem guiar os seres humanizados nas suas encarnações, ensinam alguma coisa e o ser encarnado, o espírito que está em provas e expiações quer contestar o que aquele espírito elevado foi incumbido de trazer ao mundo humano. Isso é até ridículo...

No mundo de vocês tem um ditado: manda quem pode, obedece quem tem cabeça. Obedece quem sabe que quem manda pode mandar. Por isso afirmo que o ser encarnado comum ou o espírito em provas e expiações, deve compreender que precisa aceitar o que o mestre fala, ao invés de, quando lhe interessa, contestar o que é dito.

Segundo aspecto de sua questão. A partir da existência de uma causa primaria, você me pergunta se não devem lutar por um mundo mais justo. Essa luta à qual você se refere, é física, é ato, é acontecimento. Sendo assim, essa luta não é causada por vocês, mas criada pela causa primaria de todas as coisas. Portanto, se lutar, lutou; se não lutar, não lutou. Se lutar é porque Deus criou a sua luta; se não lutar é porque Deus não criou aquela luta.

Além disso, Ele pode criar para uns e pode não criar para outros. Então, se Ele criou para você, viva porque Ele está criando. Agora, se não criou para outros, não tome como obrigação ter que lutar, porque se aceitar a ideia da obrigação de lutar, ao invés de aceitar a ideia de que a causa primaria faz uns lutarem e outros não, você vai acabar criticando quem não luta.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

O amor em todos os momentos.

Por Aldo Pereira há 1 semana

Quem compreende a atividade do espírito sabe que a cada momento há um amor sendo vivenciado e por isso pode optar em como amar: individualmente ou universalmente. Já aquele que está preso às múltiplas atividades ilusórias que a mente cria, perde-se, pois a cada momento está praticando uma ação diferente e com isso se concentra na ação e não no amar.

Agora, repare que estou falando em amar de coração e não de razão. Qual a diferença entre as duas coisas? Amar pela razão é ter motivos para amar; amar de coração é ter esse sentimento sem motivação. Por isso posso dizer que aquele que aproveita a oportunidade da encarnação para aproximar-se de Deus é quem tem o seu coração sempre leve e solto de quaisquer amarras. Este é aquele que ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Quem vive isso não tem amarguras, ressentimentos ou ansiedades no seu coração. No entanto, para viver desta forma é preciso que esteja concentrado em cada momento de sua existência em acabar com a multiplicidade de realidades e com as possíveis reações e concentrar-se apenas em viver a atividade espiritual. Só quem faz isso pode concentrar-se na forma como ama. Aquele que está iludido pelas múltiplas atividades tem tanta coisa para se atentar que se esquece de verificar como está amando.

Espiritualismo ecumênico universal