Aldo Pereira

Mundo de Regeneração

Por Aldo Pereira há 2 dias

 Se a evolução do espírito é uma constante na eternidade universal, posso dizer que o que hoje está acontecendo no planeta, a mudança do sentido de encarnação, não é uma novidade para o Universo. O que vocês estão vivendo hoje já aconteceu muitas vezes em outros lugares. Pode não ter sido dentro da mesma forma que irá acontecer aqui, mas o processo de transição certamente já aconteceu antes. Mais: durante este processo nunca houve problemas. Sendo assim, precisamos afastar a ideia que o atual processo de transição do planeta pode trazer problemas para os espíritos ou que pode acabar com o Universo. Isso é besteira. A alteração do sentido de encarnação de Provas e Expiações para Regeneração já aconteceu em diversos “mundos” e ainda irá acontecer muitas vezes em outros mundos. Isso porque Deus sempre está gerando espíritos e por causa disso sempre haverá espíritos evoluindo no Universo a todo o momento. Na verdade, este processo pode ser encarado como difícil para vocês que ou ainda não passaram por ele ou não se lembram de terem passado, mas é um processo normal para o Universo. O processo atual de evolução da encarnação na Terra é igual ao crescimento do ser humano. O ser humano nasce bebê e cresce naturalmente, passando pelas etapas da vida. Para quem já está velho este processo é fácil, mas para quem o está vivendo é penoso, difícil.

Assim também na vida espiritual. Para os espíritos que já vivenciaram e se lembram do que viveram durante esta etapa de sua existência eterna este processo é considerado fácil, mas para quem está vivenciando-o no momento, pode considerar difícil.

Mas, na verdade ele não é fácil ou difícil: tudo depende de como você vivencia o seu processo. Você pode passar naturalmente pelas etapas ou pode se prender a determinadas etapas – como, por exemplo, um adulto que parece uma criança e se prende aquela etapa infantil da vida dele por gostar dela – e neste caso tudo parecerá mais difícil.

Para não se apavorar frente a consciência de ter que fazer esta transformação na sua existência eterna, é preciso que o espírito compreenda que vivenciar isso não é um bicho de seta cabeças. É preciso ter a consciência de que, apesar do ego criar a ideia da dificuldade, para a coletividade espiritual o que vocês estão passando é um processo normal, natural, de crescimento de espíritos.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

"Eu sou o todo"

Por Aldo Pereira há 3 dias

Muitos acreditam que para se religar a Deus precisam ir a lugares como igrejas, templos, centros, pois só lá conseguirão fazer a sua religação espiritual. Os próprios espíritas desaconselham o trabalho espiritual fora dos centros, avisando que, assim procedendo, não encontrarão “defesas” contra “espíritos negativos”. Mas tudo isso é apenas fruto da visão “ser humano” e da divisão do universo em “mundo espiritual” e “mundo material”.

Deus está em todas as partes e em tudo. Desta forma, qualquer que seja o lugar pode haver a religação com Deus. O que é necessário para esta religação é a fé em Deus e isto está dentro de cada um e não em uma dependência física.

De nada adianta o ser humano ir a uma igreja de qualquer religião e não se preocupar com seu real encontro e momento com Deus e ali estar apenas por “obrigação” ou medo das acusações da sociedade...

Existem diversos objetos utilizados durante os cultos. Todos eles têm um papel importante para auxiliar a religação de alguns espíritos na carne. Os católicos utilizam o texto, a hóstia; o evangélico usa a Bíblia; os cristãos espíritas utilizam as flores e a água que será fluidificada pelos espíritos desencarnados. Os espíritas africanos (Umbanda, Candomblé) são os que mais utilizam coisas materiais nos seus rituais, mas existem motivos para tanto: elas são utilizadas para compor um “personagem” que pode auxiliar alguém a exercer a sua fé de que o Pai irá agir através daquele espírito para trazer o auxilio a ele. Assim, o “preto velho”, personagem da “umbanda”, precisa se caracterizar através de seu cachimbo e dos defumadores; o índio precisa do arco e flecha e a rainha do mar (Iemanjá), precisa dos colares e enfeites...

Seguindo a base deste ensinamento, o problema não é utilizar estes materiais, mas sim depender deles para o culto. Acreditar que uma pedra pode trazer felicidade sem esforço (trabalho) para sua reforma íntima, transformará o espírito em “maldito”.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Renúncia.

Por Aldo Pereira há 4 dias

Renunciar às suas posses, aos seus desejos, às vontades individuais, à alegria material, à fama, ao elogio ou até à própria vida material se for preciso, para alcançar a glória eterna. Sem esta renúncia, o tempo não passa para o espírito e ele fica preso na roda de encarnações. Novamente ele terá que retornar à carne para provar que é capaz de renunciar a todas estas coisas em troca da sua felicidade eterna.

A renúncia às coisas materiais é a aceitação dos desígnios de Deus para cada um. É a prova de que o espírito reconhece a Ele como o Pai capaz de guiar os seus passos com Inteligência, Justiça e Amor.

Muitas vezes esta renúncia pode produzir efeitos que duram por um longo período, mas quanto maior a prova, maior também será a felicidade alcançada pelo cumprimento dos desígnios de Deus. A renúncia ao sofrimento do sonho não alcançado, vivenciando-se a realidade amarga com felicidade, produz frutos espirituais de valor inestimável.

Cristo nos ensinou que não devemos possuir bens na vida material, mas buscá-los no universo, onde não há possibilidades que eles se degenerem. No entanto, o ser humano é atingido constantemente pelas tentações da busca dos bens materiais. É neste momento que deve existir a renúncia.

Esta mensagem foi constante por parte de Jesus. Ele renunciou à sua família, à sua religião, às verdades estabelecidas e até à sua própria existência material para poder glorificar o Pai.

Frases como “Amigo, fazes logo o que tens que fazer”, dita no momento da traição que levaria Jesus à cruz, ou a dirigida a Pedro quando ele buscou defendê-lo do soldado romano (“Achas que não vou beber até a última gota do meu cálice?”), são o exemplo maior que este espírito iluminado poderia deixar para os outros espíritos.

É a mais cristalina e pura renúncia a uma existência material, a uma satisfação pessoal e deve servir como um convite para que todos não fujam ou reajam aos acontecimentos negativos. Renunciar à vida material como forma de felicidade é passar por seus momentos agradecendo a Deus e pedindo ao Pai que perdoe a todos porque não sabem o que fazem.

Eu poderia não ter aceito a missão, pois todos possuímos o livre arbítrio, mas hoje compreendo o quanto ganhei espiritualmente com aquela encarnação. O que me moveu naquela decisão foi a fé, a minha entrega e confiança absoluta no Pai e a certeza de que colheria os frutos daquela missão

*Judas

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

"Meu jugo é leve"

Por Aldo Pereira há 5 dias

As doutrinas religiosas cristãs hoje existentes no planeta colocam, na verdade, um jugo pesado para os seus seguidores. São regras e leis que devem ser seguidas sem restrições, pois aqueles que não as seguirem poderão ser condenados ao “fogo do inferno”. Um religioso cristão precisa portar-se de uma maneira específica, precisa praticar atos padronizados na sua vida pública para poder “merecer entrar no reino do céu” e aqueles que não praticam esses ditames pré-concebidos são acusados sem hesitação. Isto já é antigo nas religiões. Todas as doutrinas baseadas nos ensinamentos trazidos por Jesus até hoje criadas transformaram os ensinamentos do Mestre em ditames, o que Ele mesmo combateu em sua época.

Para ter um jugo leve é preciso que a doutrina ajude cada pessoa a carregar os seus fardos. Estes fardos podem ser explicados como as “culpas” que o espírito tem: seus sentimentos negativos. No entanto, quando o espírito “erra”, as doutrinas apressam-se a condená-lo. Uma doutrina baseada verdadeiramente nos ensinamentos do Mestre não pode acusar ninguém, principalmente nos momentos em que os espíritos mais precisam de amor. Colocar um jugo leve, um domínio suave sobre a vida dos espíritos é dar a eles o ensinamento necessário para que consigam atingir a consciência da ação do amor universal, mas respeitando o direito de cada um de não aceitar esse sentimento. Jesus ordenou que amássemos ao próximo como a nós mesmos. Com este entendimento o ensinamento de Jesus fica muito mais claro: o próximo que devemos socorrer é sempre o nosso inimigo. O inimigo (aquele que pratica atos que outro ser humano não concorda) é o próximo que deve ser amado mais fortemente. Ensinar e principalmente praticar este amor é condição básica para que uma doutrina tenha o jugo leve.

Como amar o inimigo, perdoar setenta vezes sete ou dar a outra face? Isto só pode ser conseguido não vendo aquele que age diferente como um inimigo. Para isto é preciso acabar com os conceitos, principalmente os religiosos, ou seja, acabar com as leis doutrinárias que querem reger, fiscalizar e comandar a vida dos fiéis.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Sem obrigações.

Por Aldo Pereira há 6 dias

Para ajudar a todos, o ser humano aprende que tem que “amá-los” e aí é que reside o problema: amor, para o ser humano, é ditar normas, é cobrar resultados, é sofrer junto com os outros. Só que amar é muito mais que isso!

Amar é não acusar jamais, não ofender por motivo algum, não sofrer nunca. Isto é o verdadeiro amor. Apenas ao constatar que um outro ser humano é pagão e que precisa mudar-se, o espírito já deixou de amá-lo.

Por isto a importância deste ensinamento do Cristo Mestre. Quem ama espalha o amor atrás de si sem sentir. Não se vê obrigado a parar e forçar o semelhante a aceitar o seu amor. É com a reforma íntima que a vida se transformará e, desta forma, será espalhado este amor entre os demais.

Amar incondicionalmente tudo e todos: era isso que eu não fazia nas minhas encarnações.

Criava circunstâncias para amar os outros. Acusava-os de não conhecerem os ensinamentos do Cristo Mestre e me avocava a condição de arauto do “certo” e, como uma mãe faz com uma criança, empurrava o “remédio” pela boca dos “doentes”.

Não sabia que eu era a mais doente. Não respeitava a individualidade da missão de cada um. Não vivia com a verdade universal de que a elevação espiritual é uma conquista individual. Nem a Deus eu amava, pois se Ele deu o livre arbítrio aos espíritos, eu achava que sabia o que seria o “melhor” para eles.

Por isto, irmãos, eu agradeci no início a chance que o Cristo Mestre me deu para aqui deixar esta mensagem. Transformemos o amor na farinha da mulher do ensinamento desta logia. Deixemos que ele flua através de nossos poros e contamine a todos e a tudo no caminho. Mas, jamais queiramos forçar a alguém a amar...!

*Zoé

Espiritualismo ecumênico universal

 Disse Jesus: O Reino do Pai é como uma mulher que carrega um jarro cheio de trigo. Enquanto caminha por uma estrada distante, a asa do jarro se quebra. A farinha se espalha na estrada, às suas costas. Ela não se dá conta e não se apercebe do acidente. Depois de chegar à casa, coloca o vaso e o encontra vazio”.

Aldo Pereira

"A minha vida"

Por Aldo Pereira há 1 semana

Existe apenas uma vida: a vida universal. A vida individual, aquilo que o ser humano quer construir, não pode existir, pois ela não conteria os ingredientes necessários de inteligência, justiça e amor. Mas o ser humano não compreende esta verdade, pois vive isolado do todo universal, preso a uma pequena casa que mantém de portas e janelas fechadas.

Como participar do universo se o espírito prende-se nesta casa pequena? Como conhecer o todo se o seu mundo é restrito pelas paredes que ele levanta? É preciso derrubar estas paredes para que o espírito entre em contato com o universo.

Como ver o céu se existe telhado, como descobrir além da visão se ela é tapada pelas paredes?

A vida individual é cercada por paredes formadas pelo “eu sei”, “eu conheço”, “eu posso”. Estas paredes limitam a visão das coisas universais. É preciso derrubá-las para se ampliar a visão para o todo universal. Enquanto o ser humano “souber” alguma coisa, apenas conhecerá as paredes de sua casa. Para participar das verdades do universo ele terá que quebrar estas paredes.

O teto da casa é a lei que o ser humano imagina que deve ser obrigatoriamente cumprida, mesmo com sofrimento. Este teto (lei) não permite que o ser humano veja a profundidade do universo, ou seja, que a lei de Deus é bem mais profunda do que o seu texto escrito.

Não matar não deve ser uma obrigação, mas deve ser alcançada a consciência de que não se deve matar para não causar sofrimento aos outros. Não roubar ou adulterar não podem ser apenas atos reprimidos por um texto legal, pois mesmo que não se subtraiam coisas materiais, com certeza pode-se subtrair coisas espirituais (paz, harmonia, felicidade, etc).

É isto que Cristo nos ensina nesta logia. O homem poderoso é aquele que possui o “certo e o errado” e as sua próprias leis. O ser que o enfrenta, sob o comando de Deus, deve demolir somente as paredes da “sua vida”, ou seja, as “suas verdades”, sem atacar esse homem poderoso.

A felicidade universal não será alcançada por aquele que enfrentar este homem poderoso e matá-lo, mas por aquele que pegar de sua espada e enterrá-la no meio de sua parede (verdades e leis) e, assim, destruí-las.

Quando isto acontecer, o homem poderoso estará morto, pois no seu lugar nascerá o irmão universal.

A espada é o amor universal, o amor incondicional, aquele que não fere, não acaba com a alegria de ninguém, aquele que não domina ou não se deixa dominar por ninguém.

Somente aplicando o amor universal às suas verdades o ser humano poderá acabar com as paredes da prisão que construiu para si próprio: “minha vida”.

*Joana

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

"Perdoa eles não sabem o que fazem”

Por Aldo Pereira há 1 semana

Este pedido de Jesus ainda está ecoando pelo planeta, pois quanto mais passa o tempo, mais os seres humanos não sabem o que fazem. Cada vez mais se prendem a atos materiais, não buscando a essência espiritual. A caridade ficou restrita a dar o peixe e não a vara para aprender a pescar. Todos contribuem financeiramente para as campanhas de auxílio ao próximo, mas fogem do contato direto para preservar o seu tempo. Aqueles que se entregam à prática de atos caridosos ficam atentos apenas às necessidades materiais, mas não se envolvem sentimentalmente para não sofrer depois. As orações continuam compridas e pomposas. Belas palavras são escolhidas, lindos discursos são escritos, mas a verdadeira intenção da oração é escondida. Enquanto as palavras saem, os sentimentos se preocupam com a aprovação do discurso. O amor virou um comércio: “dê-me o que eu quero para que eu lhe ame”. Ninguém consegue amar aquele que não é capaz de “pagar os juros” do que é dado. Exigem posturas, conceitos assemelhados e subordinação para que o amor exista. A fiel subordinação ao Pai foi trocada pela necessidade de comprovações materiais para que a vida fosse compreendida e pela preocupação com o dia de amanhã. Deus foi trancafiado em espaços exíguos onde os seres humanos só recorrem quando a sua materialidade não consegue resolver algum problema.

Todos os compromissos religiosos foram transformados em obrigações que devem ser cumpridas pelo temor do castigo futuro. Os animais domésticos são transformados em fictícios seres humanos para serem amados incondicionalmente. Os pássaros são aprisionados em gaiolas para estarem à disposição. As flores são arrancadas para que possam ser possuídas. Todos acham que a natureza é colocada à disposição do ser humano para satisfazê-lo e não para ser amada. Estes são os derrotados na batalha da vida. Perderam para a carne na batalha da fé e do amor. Valorizaram o seu “querer” e sua “ciência” mais do que ao Pai.

Gregório.

Espiritualismo ecumênico universal

 

Aldo Pereira

"Um só rebanho"

Por Aldo Pereira há 1 semana

 Hoje os seres humanos são separados em ricos e pobres, brancos e negros, hindus e mulçumanos, árabes e judeus, cultos ou incultos. O mundo continua dividindo a humanidade em castas e ainda não alcançou a premissa básica: todos têm direitos iguais, independente da sua condição material ou convicções.

Toda esta divisão é gerada pela visão que o ser humano que pensa diferente é um inimigo, pois não possui os mesmos conceitos.

No ensinamento do Mestre que encabeça esta mensagem, todos os seres humanos são ovelhas que pertencem ao mesmo rebanho. Existem alguns que se desgarram e são justamente esses que devem ser procurados. Não existirá paz no planeta Terra enquanto os seres humanos não aprenderem esta verdade. Enquanto alguém quiser provar que a sua casta é a melhor e a mais correta, obrigando os demais a segui-las, o ser humano viverá em sofrimento. Quando Cristo nos diz que o pastor precisa abandonar todas as suas ovelhas e correr atrás daquela que se desgarrou, diz ao ser humano que ele deve abandonar a sua casta, aqueles que pensam da mesma forma e procurar os irmãos com compreensões diferentes das suas. Mas, quando chegar lá, não deve recriminar o irmão desgarrado, mas amá-lo. Amar as diferenças de opiniões, amar tê-lo encontrado, amar conviver com ele. Essa busca não deve ser no sentido professoral, ou seja, de impor as idéias para que seja possível amá-lo, mas sim amá-lo no local onde ele está, com as convicções que ele tiver. A eliminação definitiva do sistema de castas não será nunca conseguida pela sobreposição de uma contra outra, mas sim pela existência de uma só casta: a dos filhos de Deus. Como nos ensinou o Mestre, “um só rebanho para um só pastor”. Esta é a maior “Declaração de Direitos Humanos” que pode ser alcançada:

Art. 1o – Todos os homens têm direito a pensar diferente e nem por isto deverão ser considerados errados;

Art. 2o – Revogam-se todas as disposições ao contrário.

Enquanto a lei quiser estabelecer parâmetros e verdades para que o ser humano seja livre, a liberdade jamais será alcançada, pois ela estará preocupada com as noventa e nove ovelhas da sua casta, aqueles que cumprem a lei e se esquecerá daquela que se perdeu.

Seria livre é ser completamente liberto de todas as coisas, inclusive dos parâmetros que podem constituir esta liberdade. Quando o homem compreender esta verdade, poderá amar ao próximo como a si mesmo, pois estará amando a Deus, acima de tudo, inclusive das leis.

*Bagdhavi

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

O que é preciso para ser feliz?

Por Aldo Pereira há 1 semana

Fui judeu e professor da lei (sacerdote) da tribo dos fariseus durante a passagem de Jesus pela carne. Conheci-o pessoalmente. Vi seus atos, ouvi suas palavras e vi as multidões que se arrastavam atrás dele. Ao invés de seguir a população na busca dos novos ensinamentos, mantive-me atento às minhas convicções que muito diferiam das do Mestre. Enquanto ele ensinava a amar, eu atemorizava os meus irmãos para que aprendessem a seguir as leis. Escutava suas palavras, compreendia a lógica de seus ensinamentos, mas não poderia aceita-las porque imaginava que desta forma estaria traindo todos os meus conhecimentos. Mantive-me firme no que era tradição para o meu povo e só muito tempo depois, de volta à pátria espiritual é que pude compreender que o revolucionário Jesus é que estava com a razão. Não há outro caminho para a elevação que não seja amando a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, ainda que isto fira todas as tradições que alguém possui.

Ao me preparar para uma nova encarnação, ainda na Judéia governada por Roma, comecei a escrever meu livro da vida baseado nos ensinamentos do Cristo. Fui preparando cada situação de minha futura vida levando em consideração tudo aquilo que Cristo ensinou através do irmão Jesus. Quando cheguei ao final da construção dos eventos da próxima vida descobri algo interessante: havia escrito a encarnação que Jesus teve. A mesma essência das situações, apesar de não possuírem as mesmas formas.

Pedi para ser humilhado, desacreditado, afrontado. Para viver basicamente dos recursos da natureza, para não possuir bens e nem família. Então nasci na pobreza absoluta, mesmo para aqueles tempos de pouco avanço material. Vi todas as leis serem quebradas: roubei, fui roubado, matei, fui morto e adulterei e sofri o adultério. Apesar de todas estas situações de sofrimento, não sofria. Encarava tudo com muita naturalidade e recebia qualquer coisa que me acontecesse com uma alegria que não podia compreender, pois, na carne, não me lembrava das marcas profundas que o amor de Cristo tinha feito em mim. Levando em conta os ensinamentos que possuíam os meus irmãos encarnados de então, eu era um pária, um mau elemento. Nem circuncidado havia sido, pois aqueles que me criaram não se dispuseram a me aceitar como filho. Nem mesmo estes fatos abalavam a minha felicidade.

Vivia solto no universo. Não tinha campo, não tinha pousada, muitas vezes nem o que comer, mas o simples fato de estar vivo abastecia minha alma de uma alegria profunda. Quando desencarnei descobri que todos os prognósticos feitos pelos religiosos estavam errados: eu estava liberto do ciclo de encanações. Fui recebido em glória por irmãos que me saudavam, quando eu esperava, na verdade, ser atirado ao mar subterrâneo para ali ficar em tormento. Todos estes irmãos diziam em coro que eu estava salvo, pois tinha vivido como o cordeiro. Aos poucos minha memória espiritual foi voltando e me lembrei que tinha programado uma encarnação onde passasse pela essência das situações da vida de Jesus. Graças ao amor do Cristo, havia conseguido. Eu havia sido um Jesus na última encarnação, ou seja, tinha conseguido passar pelas minhas situações de sofrimento sem sofrer. Relatei minha vida para que possa servir de guia para aqueles que procuram a sua elevação. De nada adianta, neste momento que os reais ensinamentos de Cristo voltam ao planeta, prenderem-se às tradições que vivem, pois estas não são reais. Somente o amor é a realidade universal.

Jacó.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Não "fuja" dos sofrimentos.

Por Aldo Pereira há 2 semanas

A existência espiritual é um eterno caminhar. Desde que nasce, simples e ignorante, o ser caminha pelas estradas da vida espiritual buscando o conhecimento que o aproximará cada vez mais do Pai. Às vezes caminha pelo caminho “estreito”, mas muitas vezes se deixa levar pelo caminho “largo” ao qual Jesus já se referiu em outro ensinamento. No entanto, como no ensinamento conhecido como “Pegadas na Areia”, sempre a espiritualidade, comandada pelo Pai, estará perto para auxiliar. Este auxílio é a “porta” que Jesus fala. Em qualquer caminho que esteja o ser, sempre haverá uma porta que pode facilitar o seu trajeto rumo à elevação.

Estas portas são aquelas situações consideradas pelos seres encarnados como negativas ou “más”. O ser foge destas portas, evitando-as, quando deveria bater pedindo que elas se abrissem.

Todos os acontecimentos negativos da vida de um ser são ensinamentos profundos que o Pai lhe manda. Ficar sofrendo, sentindo-se vítima de injustiças, não permite que se compreenda o ensinamento. É o mesmo que passar pela “porta” sem bater. Fugir da situação, não encarar os problemas, também é passar direto sem bater pela porta que Deus colocou no seu caminho. Bater na porta é encarar as situações negativas de frente, vivendo a situação sem sofrimento, buscando compreender o ensinamento que está recebendo do Pai. Para viver sem sofrimentos o ser deve analisar-se sem agir como seu próprio advogado de defesa ou acusação. Sem preconceitos e conhecedor dos atributos divinos, deve o ser começar toda a sua análise sabendo que a justiça está sendo feita com base em um Amor Sublime. Aqueles que assim procederem, receberão, como nos garante o Mestre. Mas receberão o quê? Um novo caminho. Quando a porta se abrir, um novo caminho será aberto para ser trilhado e este será o resultado para quem, ao invés de fugir ou sofrer, encarar as situações sem sofrimento. O resultado da análise sem autodefesa será guiado pelo Pai e resultará em uma nova compreensão dos fatos, tornando-se um novo caminho para o espírito. Porém, bater na porta não significa que, ao abrir, o ser entrará. Ninguém o colocará para dentro, pois para que isto aconteça é preciso que ele próprio cruze a soleira. Entrar pela porta é a aceitação do resultado da auto-análise. É muito comum o ser fechar a porta que se abriu, ou seja, não aceitar o resultado, protegendo-se e criando falsas verdades que destroem o resultado da análise.

Este é o caminho “largo” e mais uma chance concedida por Deus foi perdida. Mais uma vez outra porta será colocada no caminho para que este espírito bata ou não, entre ou não...

Por isto o título convite desta mensagem: ENTRE.

Sempre que uma porta aparecer em sua vida, bata nela bem forte. Abrace o “sofrimento”, encarando-o de frente, sem sofrer. Busque compreender todos os aspectos envolvidos na situação. Procure analisar todo o acontecimento como se estivesse fora dele. Retire as “verdades” individuais e tente ver as coisas também a partir da visão dos outros. Isto o levará a passar pela porta que se abrirá...

Estive preso ao processo de reencarnações para provas e expiações durante longos anos. Foram centenas de encarnações onde milhares de portas foram colocados no meu caminho. Preferi fugir da situação agredindo o causador ou o próprio Deus.

Quantas vezes gritei aos céus e aos deuses da minha época que não merecia o que estava acontecendo. Em diversas destas vidas cheguei a negar o Pai porque sempre me imaginava com a razão!

Hoje, revendo estas portas que não bati compreendo como a sabedoria divina é perfeita. Todas as vezes que uma porta apareceu, posso ver hoje, havia nela um caminho que encurtaria em muito a minha elevação.

Tive que passar por tudo e Deus não tem culpa disso: o único responsável pelo meu trajeto fui eu mesmo. Não compreendia que o Pai colocava aquelas portas como uma forma de me ajudar e preferia manter-me firme naquilo que acreditava ser a verdade.

Agora tenho a oportunidade de aqui vir para poder deixar esta palavra: ENTRE. Não fuja de seus sofrimentos, não perca tempo querendo provar a Deus que você está com a razão...

Somos seres um busca de evolução e não da perfeição. Como ensinou o Mestre, o empregado não pode querer ser igual ao patrão...

Lucius.

Espiritualismo Ecumênico Universal