A maturidade espiritual - áudio

A maturidade espiritual - 5ª parte

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Conversa realizada em Igaratá/SP nos dias 16 e 17 de junho de 2018. 

Segundo Joaquim, essa conversa pode ser resumida na letra da música 'Se eu quiser falar com Deus', de Gilberto Gil:

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que ficar a sós

Tenho que apagar a luz

Tenho que calar a voz

Tenho que encontrar a paz

Tenho que folgar os nós

Dos sapatos, da gravata

Dos desejos, dos receios

Tenho que esquecer a data

Tenho que perder a conta

Tenho que ter mãos vazias

Ter a alma e o corpo nus

Se eu quiser falar com Deus

Tenho que aceitar a dor

Tenho que comer o pão

Que o diabo amassou

Tenho que virar um cão

Tenho que lamber o chão

Dos palácios, dos castelos

Suntuosos do meu sonho

Tenho que me ver tristonho

Tenho que me achar medonho

E apesar de um mal tamanho

Alegrar meu coração

E se eu quiser falar com Deus

Tenho que me aventurar

Eu tenho que subir aos céus

Sem cordas prá segurar

Tenho que dizer adeus

Dar as costas, caminhar

Decidido, pela estrada

Que ao findar vai dar em nada

Nada, nada, nada, nada

Nada, nada, nada, nada

Nada, nada, nada, nada

Do que eu pensava encontrar!

Se eu quiser falar com Deus!

O valor essencial da vida

Mergulhando no sofrimento

Sabe de uma coisa? Todo sofrimento desse mundo está ligado ao eu humano que o espírito vivencia durante a encarnação. Isso porque todo eu tem sempre um querer e quando ele não é atendido, se não há uma meditação sobre o valor essencial da vida, existe o sofrimento.

Quantos sofrem a vida inteira desejando que o mundo seja diferente e não conseguem muda-lo? Sofrem seguidamente, mas não mudam a si mesmos para poderem ter um pouco de paz nesta vida.

Faça uma meditação sobre a vida: imagine quantas pessoas, incluindo você mesmo, e coisas alguém teria que mudar hoje para ser feliz? Acho que seria um trabalho que dificilmente conseguiriam realizar, não é mesmo? Pois bem, estou reduzindo todo esse trabalho para apenas um: a mudança de si mesmo...

Para ser feliz do que você precisa? De ser feliz. Mais nada do que isso. Portanto, precisa apenas que viva feliz os momentos da sua vida e de mais nada.

Participante: o senhor faz parecer tão simples...

Mas, é mesmo. Para se ser feliz é preciso unicamente ser feliz.

Participante: é aceitar tudo com felicidade?

Não, é amar.

Aceitar é dizer que se não tem jeito mesmo é preciso viver o que está acontecendo. Isso é resignação e ainda causa sofrimento. Estou falando de amar tudo que lhe acontece. Você está com dor de cabeça? Resignando-se, continuará a viver a dor com sofrimento; amando-a, não sofrerá por tê-la.

Agora repare: não estou falando de dor física, mas sim do sofrimento de estar sentindo dor. Quem ama a dor de cabeça continua com a dor, mas não sofre por ela existir; quem se resigna a tê-la ou se revolta por que está sentindo dor tem também o sofrimento de estar com dor.

Mas, e a dor? Ela passará? Não sei. Pode ser que passe, pode ser que não passe. Só sei que tê-la não lhe fará mais sofrer.

Agora, para poder se amar a tudo e a todas as coisas é preciso antes que se medite sobre o valor essencial da vida. Por isso, volto a perguntar: porque você nasceu, porque está respirando, porque acordou hoje de manhã?

O valor essencial da vida

Mergulhando nas críticas

Essa é a forma de se viver a questão da elevação espiritual dentro do mundo de hoje: viver com as leis deste mundo sem se subordinar a elas. Essa vivência com certeza levará a sociedade a criticar quem vive liberto, mas como esse ser humanizado conseguiu pela meditação a mudança do valor essencial de sua existência, as críticas não mais levam a se sentir criticado.

A questão de não sentir-se como o mundo diz que você deve se sentir é importante para a questão da elevação espiritual. Responda-me: Jesus foi traído? Diria que sim. Judas vendeu-o por trinta moedas. Mas, será que o mestre sentiu-se traído por ele? Diria que não, já que na própria cena da Santa Ceia o chama de amigo. Sendo assim, se é cristão, quando alguém agir contrariamente aos seus interesses, ao invés de sentir-se traído, chame o instrumento da sua provação de amigo.

Faça isso com todas as coisas desse mundo. Se alguém o critica, não se sinta criticado; se alguém desdenha, não se sinta diminuído. O seu trabalho de meditação não deve ter por finalidade fazer com que os outros ajam da forma que considera certa, mas que você não viva o que eles estão vivendo. Essa é a meditação que leva o ser a aproveitar a encarnação.

Quem busca alcançar a elevação espiritual não medita sobre o que outra pessoa fala dele, mas sim no sentido de aproveitar a oportunidade da encarnação para a elevação espiritual. Ao invés de meditar querendo entender o porquê aquela pessoa lhe acusa, o ser que muda o valor essencial da sua vida medita em como não se deixar levar pela acusação.

Esse, ao invés de responder aos argumentos dos outros, dá a eles o direito de pensar o que quiserem. Por isso, jamais se desarmoniza com o mundo. A paz e a harmonia com o mundo, no entanto, só será conseguida quando o ser humanizado sair da superfície da vida. Na crista da onda está sempre presente o sentir-se caluniado, acusado, contrariado, etc.

Lembro-me que no auge dos problemas de uma pessoa, sempre que conversava com ela dizia o seguinte: ‘só me preocupo com o sofrimento que está vivendo’. Apesar de todos os problemas que aquela pessoa vivenciava, nunca me preocupei com o que estava acontecendo. A única coisa que me ocupava era o fato de sentir-se acusada, traída, caluniada.

Por que isso? Porque a única coisa que importa nesse mundo é a capacidade de manter-se unido a Deus e por isso viver a felicidade que Ele tem prometido aos seus filhos. Quando consegue essa união, o mundo todo do ser se transforma. A mesma pessoa que hoje lhe acusa, amanhã irá lhe lamber. A mesma pessoa que calunia, amanhã irá elogiar.

Pela lei da impermanência, tudo muda nesse mundo. Mas, os momentos em que houve sofrimento, ou seja, onde o ser não aproveitou a oportunidade da encarnação para viver em comunhão com Deus, não retornam. Foram oportunidades perdidas.

É por isso que a minha preocupação nunca está ligada aos acontecimentos deste mundo, mas sempre no aproveitamento ou não da oportunidade que o ser universal está tendo. Por isso, todo meu trabalho é voltado a ensinar a se relacionar com o seu eu humano.

O valor essencial da vida

Mergulhando nas regras societárias

Participante: mas, nós convivemos com o mundo. Vivemos numa sociedade onde cada um tem obrigações e deveres que precisam cumprir. Como podemos colocar em prática o que o senhor diz? Seria muito fácil jogarmos tudo para o ar e viver desse jeito.

Você se engana. Não seria nada fácil fazer o que estou dizendo. Na verdade, o fácil é fazer apenas o que esperam de você. Difícil é ir contra o mundo e fazer o que os outros não querem que faça...

Participante: então, devemos nos isolar do mundo?

Também não estou dizendo isso. Veja bem: tudo o que a sociedade lhe impõe, tudo o que o mundo humano coloca à sua disposição, é prova. Isolando-se, não viveria provas e assim não poderia elevar-se.

O que estou falando é em conviver com o mundo, mantendo-se unido a Deus.

Participante: mas, isso demora...

Claro. Estamos falando de prova e não de um rápido teste. O ser que encarna possui diversas questões que precisa responder, por isso a vida humana possui a duração que tem.

Mas, aproveitando que estamos falando de provas, pergunto: como conviver com o mundo material e realizar suas provações à contento? Para falar disso vou usar como exemplo um acontecimento da vida carnal: ser mãe.

Ser mãe é uma provação para o espírito. O que está em provação neste momento? A consciência com que se vive a maternidade.

Ser mãe é viver uma prova onde se decide como se vive a maternidade: com a consciência de que é um instrumento do Pai para ajudar na encarnação de um filho Dele ou se vive com a ideia de que é a própria genitora e por isso é aquele que comanda a existência do outro.

A partir dessa meditação, ou seja, da descoberta do valor essencial da maternidade, descobre-se que o ser se eleva quando, sem abandonar o papel de provedora, se sente apenas como instrumento para que o Pai dê ao Seu filho aquilo que ele precisa e merece.

Mas, como viver desse jeito numa sociedade que possui normas e regras que ensinam o que é ser mãe e como se agir na vivência desse papel? Simples: vivendo com a consciência de todas as suas regras, sem sentir-se obrigado a subordinar-se a elas. Vou dar um exemplo para ficar claro o que disse.

Numa das regras, a sociedade diz que a genitora deve prover o filho com uma casa confortável e equipada com determinados instrumentos que gerem conforto e proporcionem a oportunidade de avanço material para o filho. Aquele que vive em comunhão com Deus convive com essa regra, mas em vez de se orgulhar de prover desta forma seu filho ou culpar-se por não fazê-lo, diz: ‘eu disponibilizei para o meu filho a casa que ele precisava para o seu trabalho nesta encarnação’.

Digamos, no entanto, que a casa que disponibilizada para ele não é compatível com o meio que vive. Nesse caso, a sociedade cobrará que você não está sendo uma boa mãe, pois não está atendendo toda a necessidade de seu filho. Certo? Não, errado. Na verdade, não é ela que lhe cobra, mas você que se sente cobrada por causa disso.

Por que se sente cobrada? Porque ainda não mudou o valor essencial da sua vida. Se tivesse mudado, quando alguém lhe cobrasse algo que não fez, não se sentiria cobrada, pois por conta dessa mudança, aquela realização não é mais importante para você.

Viu como dá para praticar o que falo? Mas, quando conseguirá isso? Quando, através da meditação, alterar o valor essencial da sua vida. No momento que isso acontecer, não se sentirá mais obrigada a se subordinar às leis da sociedade e poderá viver em paz e harmonizada com o mundo que possui regras e normas.

O valor essencial da vida

Mergulhando nas religiões

Portanto, comece já. E para começar lhe digo: ultrapasse os ensinamentos religiosos que prometem a felicidade fundamentada nas coisas deste mundo e se entregue a Deus. Somente assim conseguirá unir-se ao Pai.

Deixe-me perguntar uma coisa. A religião católica briga com o governo? Acho que sim. Ela critica o governo porque não dá terra para os pobres, porque não provê o sustento nem dá condições dos carentes suprir as suas carências.

Essa religião é apostólica, ou seja, baseia-se nos ensinamentos dos apóstolos, não é mesmo? Mas, na Carta aos Romanos, Paulo diz que as igrejas cristãs devem respeitar os governantes. Afirma que não se deve brigar com aqueles que governam, pois eles foram escolhidos por Deus para dar aos que estão na carne aquilo que precisam e merecem.

Engraçado, não? Uma religião que foi fundada a partir dos ensinamentos dos apóstolos não segue o que um deles ensinou, não é mesmo? Por que isso? Porque está presa em um Deus que supre necessidades materiais e não espirituais.

Eis aí o problema das religiões. Por se ligarem às questões materiais, não conseguem se unir ao Pai. Só aqueles que conseguem extrapolar a matéria podem realizar essa união, pois estarão em consonância com os desígnios do Senhor.