Participante: é possível a pessoa estar agressiva, com ódio, com raiva, se debatendo, gritando sem estar sofrendo?
Pode. O ato é o ato, a emoção interna é outra coisa. Você pode estar gritando, falando e estar bem ...
Participante: o que a gente vê muito é que se você for uma pessoa espiritualizada não tem o direito de se sentir irado sobre qualquer coisa.
Mas tem. Tem todo o direito.
Se você tem a missão, e todos tem, de agir frente ao outro para contribuir para obra geral e se o outro precisa ouvir um grito, você tem que gritar. Agora, enquanto grita, não precisa estar sofrendo.
Participante: eu posso sofrer porque não queria estar gritando, por exemplo.
Poderia. E daí, o que vai acontecer?
É aquilo que sempre digo: o ato é totalmente escrito por Deus de acordo com a necessidade daquele que vai receber sua ação. Então, o ato precisa acontecer e não há nada de errado nele. O que você precisa promover é a reforma íntima, a mudança do seu íntimo e quando na mudança do seu íntimo está em paz e harmonia com o mundo, mesmo que a boca esteja gritando, fez o que precisava fazer.
Participante: está ligado à intencionalidade? Gritar, não perceber que está fazendo isso e depois ficar com culpa? A mente gerou isto depois. Uma vez você deu um exemplo assim, se a pessoa chegar e matar por matar, igual quando fazemos com uma formiga, não há problema. Agora se ela tiver a intenção de, aí ferrou...
A intencionalidade é um dos motivos que estão presentes na razão que propõe o sofrer.
Com relação ao que me perguntou, Cristo é muito claro: Deus julga a intenção de cada um. Então, é o que você quer fazer, a intenção. Que conta.
Participante: se você não tem intenção de gritar, mas gritou...
Não tem problema. O grito é um ato. Agora quando você assume a culpa por ter gritado, demonstrou uma intenção.