Aldo Pereira

Vá, mas sem a expectativa de chegar.

Por Aldo Pereira há 1 ano

O ser humano imagina que apenas por ter decidido que algo é bom para ele e comece a caminhar no sentido de alcança-lo, consegui-lo é inevitável. Isso não é real. Por mais que se deseje algo, por mais que se trabalhe para ter o que é desejado, muitas vezes o destino não é alcançado.

Isso é algo que aquele que detém o poder da sua felicidade sabe. Ele, quando a vida se abre em múltiplas possibilidades analisa cada caminho que se apresenta buscando saber qual o destino que ele leva. Por já se conhecer, sabe qual deles é o melhor para si mesmo e por isso escolhe o caminho que leva a ele. Só que ao caminhar nunca o faz com a convicção de que inexoravelmente chegará ao fim. Sabe que existem muitos aspectos que podem influenciar na caminhada.

Pode ser, por exemplo, que no meio do caminho exista outras encruzilhadas que apresentem caminhos com destinos que são mais atrativos do que o escolhido primariamente. Isso pode desviar o curso do ser humano. Pode ser também que fatores externos, da vida, acabem alterando o curso programado. Pode ser, ainda, que ao fazer a avaliação do destino o ser humano tenha se equivocado e o final esperado nunca chegue.

São tantas as possibilidades do caminho escolhido não levar ao destino esperado. Por isso, o ser humano que busca deter o poder para ser feliz jamais caminha com certeza de que alcançará o objetivo projetado. Por mais que ele analise a caminhada e se esforce no sentido de chegar a bom termo, sabe que o futuro é sempre uma incógnita.

Por isso, analise, estude, veja o que é melhor para você. Decida, comece uma caminhada, mas caminhe a cada momento onde estiver sem certeza de que chegará a lugar algum. Digo isso porque se achar que só por estar caminhando numa estrada a chegada ao local projetado é inexorável, pode ser que fique no meio do caminho e com isso sofra.

Espiritualismo ecumênico universal