Baixar arquivo

Daí vem a grande lição de hoje, que também não é nova, mas é importante para realizar qualquer coisa: parar de buscar saber quem é você.

Vocês vivem buscando compreender quem são. Por causa dessa busca chegam a resultados como ‘eu sou um ser humano’, ‘sou um espírito’ ou ‘sou a luz’. No entanto, todas essas conclusões são ilusões. Você não é nada…

Dentro do que você é capaz de perceber, de ter consciência, não é nada…

Tudo o que percebe não é você, é a própria vida. Sabe as conclusões que tiram sobre si ou sobre qualquer outra coisa nesse mundo? Elas não são conclusões que chegaram enquanto estão vivendo uma vida, mas a própria vida. Não foi você que pensou e chegou a um determinado resultado; tudo isso é a própria vida.

Por conta do que estou falando agora, não imaginem que a vida faz isso, ou seja, que ela medita e chega a conclusões. A vida não faz nada: ela é o que você imagina que está sendo feito.

A ideia de que há uma ação sendo executada só existe porque ainda há a imaginação de existir um eu que vive. Por isso é preciso que parar de acreditar na existência de um eu. Até porque, enquanto houver um eu, ninguém consegue alcançar o nós, que é a forma como os seres libertos da materialidade vivem sua existência.

Quando se chega ao estágio onde não existe mais um eu, mas apenas nós, não existem mais propriedades individuais a serem preservadas. Com isso o egoísmo se silencia e a liberdade pode ser completa. Mas, enquanto se está preso a existência de um que vive uma vida, o egoísmo sempre transformará a liberdade num bem daquele ser e por isso lutará para defendê-la mesmo que isso acabe com a liberdade dos outros.

Silenciada a liberdade do outro, a mente com certeza do ser humano dirá que ele conseguiu ensinar ao próximo o certo. Nesse momento imaginará que fez algo bom e que por isso está vivendo a felicidade que Deus tem prometido. Engano: estará vivendo o prazer de ter vencido o outro na disputa por ter a liberdade.

A mesma coisa acontecerá com aquele que conceder a liberdade ao próximo, mesmo que isso fira a sua própria, por conta de cumprir um ensinamento. A mente desse dirá que ao não reagir ao que o outro fez, está vivendo a paz e a harmonia, mas isso não é real. O que está vivendo é o prazer de ter posto em prática um ensinamento e nem verá que está vivendo um prazer.

Essa mente dirá que ele se sacrificou pelo próximo, mas se esse sacrifício é exercitado por força de um querer individual, o que resulta é o prazer e não o sacrifício. Conviver com a vida sacrificando suas vontades e verdades para atingir um objetivo não é abrir mão de nada. Abrir mão de alguma coisa é não querer se sacrificar e se sacrificar.

Deu para compreender o que quis dizer? Façam suas perguntas que continuaremos a falar e assim talvez torne mais fácil a compreensão do tema.

Compartilhar